Promotora flagrou crime eleitoral e deu proteção a seu autor.
A
dois dias da eleição extraordinária em que escolherá seu futuro prefeito, o
município de Caiçara do Rio do Vento assiste esta semana a uma verdadeira
corrida para ver quem compra mais votos. É o que atestam postagens de
caiçarenses nas redes sociais, sugerindo que o pleito está empatado e pode ser
decidido somente no olhar eletrônico.
De
modo geral as postagens mostram o pecado sem indicar seu autor, e revelam a
certeza dos jovens quanto ao fato de a justiça eleitoral coibir o abuso.
Eles
deploram o fato de não ter resultado em nada um fato protagonizado em setembro
do ano passado, em Caiçara, pela juíza e pela promotora eleitorais, bacharelas Valéria
Oliveira e Juliana Alcoforado de Lucena, respectivamente.
As
duas comandaram uma operação em que as polícias federal e estadual cumpriram
mandados de busca e apreensão de provas de corrupção eleitoral em algumas
residências de Caiçara do Rio do Vento e até hoje esta operação nunca ter
punido os autores das transgressões, apesar de inúmeros volumes de provas que
os agentes levaram para o cartório eleitoral de Lajes e para a polícia
científica, em Natal.
Na
ocasião, o morador de um dos imóveis visitados fugiu pelos fundos, só
reaparecendo em Caiçara do Rio do Vento várias horas depois de a juíza, a
promotora e os policiais terem deixado a cidade.
Poucos
dias depois, o mesmo indivíduo passou a andar pelas ruas de Caiçara do Rio do
Vento na companhia de dois, às vezes três policiais, exibindo uma proteção que
atribuía à promotora Juliana Alcoforado.
Postado às 14h20m de sexta-feira 130405.
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