domingo, 2 de junho de 2013

Horticultores se unem para não ser expulsos


Plantadores se unem para evitar a 
erradição da Horta Comunitária.
Os plantadores que há anos trabalham diariamente na horta comunitária no leito do rio dos Ventos estão se arregimentando com o objetivo de impedir que a prefeitura de Caiçara do Rio do Vento os expulse dali a pretexto de expandir o empreendimento.
Segundo fontes do grupo, eles integram uma associação com personalidade jurídica e a condição de parte de um convênio com a prefeitura, e a entidade assumirá sua defesa junto à prefeita Conceição de Maria Gomes Lisboa Rocha, no campo administrativo, e se necessário contra esta na área judicial.
Eles se mostram apreensivos há algumas semanas, desde que emissários de Conceição Rocha passaram a lhes dizer que seriam obrigados a deixar o local onde foram instalados no início do primeiro mandato do então prefeito Felipe Eloi Muller. Fontes do grupo dizem que ainda esta semana os participantes se reunirão, se possível com advogado próprio, para avaliar melhor o problema e estudar estratégia para enfrentar seus algozes.
BENEFICIAR FAZENDA
Segundo os horticultores, o secretário municipal de Obras e Agricultura, servidor público Erasmo Carlos Scapini avisou que eles serão confinados num outro espaço já escolhido pela prefeitura. Deu a entender, então, que o espaço eleito para a horta comunitária se situa próximo à fazenda da família da prefeita, na estrada entre a cidade e a localidade de Rio Novo. 
Para eles, a mudança seria péssima, principalmente porque o leito do rio é a melhor área de Caiçara do Rio do Vento para o cultivo de alimentos. Além do mais, fica praticamente na área urbana de Caiçara, poupando-lhes longas caminhadas entre casa e trabalho.
A mais destaca alegação esgrimida pelos auxiliares de Ceiça vai de encontro à realidade observada ao longo das últimas décadas. Os colaboradores da Prefeita argumental que a prefeitura deixou de pagar à Companhia de Águas e Esgotos (Caern) pela água utilizada na irrigação da horta comunitária, e no rumo apontado para sua transposição os plantadores não têm ciência de qualquer lugar capaz de garantir o fornecimento perene do líquido.
Por último suspeitam de que a prefeita queira transferi-los para as imediações da fazenda que sua família possui na estrada para Rio Novo, como estratégia visando vetorizar nessa direção a expansão da cidade. O sucesso desta estratégia emprestaria uma enorme valorização à fazenda para quando o pai de Conceição, o ex-prefeito Etevaldo Lisboa, colocar em prática seu plano de promover um grande loteamento na área.
Postado às 17h08m de domingo 130602.   

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