quinta-feira, 6 de junho de 2013

Ceiça negocia indenização pelo terreno da caixa d’água


Prefeitura vai indenizar 
proprietários do terreno.
A prefeitura de Caiçara do Rio do Vento iniciou há poucos dias negociações com os proprietários do terreno em que construiu a caixa d’água que abastece a população do alto da serra da Gameleira, esperando virar a página de um episódio que há duas semanas os confrontou em evento policial e dias atrás desembarcou na esfera judicial.
Segundo vizinhos de dona Severina Acioli, proprietária do terreno, ao constatar que ela se dispunha mesmo a recorrer à justiça em busca de justa indenização pela desapropriação do imóvel, a prefeita Conceição de Maria Gomes Lisboa Rocha afastou da questão os intermediários que havia mobilizado e procurou conversar pessoalmente com ela.
Os vizinhos ainda desconhecem os termos do acordo, mas dizem que a prefeitura pagará o valor que a família atribui ao imóvel, sem cobrir retroativamente o valor de uso desde 2.005, quando a caixa d’água foi construída, na administração do então prefeito Felipe Eloi Muller.
A prefeitura também deverá indenizar o filho de dona Severina que desde a inauguração da adutora municipal vinha tomando conta da caixa d’água.
O entendimento busca superar a crise que a Prefeita causou ao mandar um Secretário Municipal fazer-se acompanhar pela polícia militar para tomar as chaves do portão do terreno que dá acesso à caixa d’água, assim como as do reservatório.
Não apaga, porém, a convicção que dona Severina espalhou na área, de que a Prefeita quis lhe tomar a gestão da caixa d’água para transformá-la em instrumento político, pois desde meados de maio quem toma conta do reservatório é uma pessoa indicada pelo vice-prefeito Laécio Confessor, líder comunitário na serra.
Postado às 19h02m de quinta-feira 130606.

Hoje, 06 de Junho, é o Dia de São Marcelino Champagnat


São Marcelino Champagnat 
(1789-1840)
Fundou a congregação
dos Irmãos Maristas
Marcelino José Benedito Champagnat nasceu na aldeia de Marlhes, próxima de Lion França, no dia 20 de maio de 1789, nono filho de uma família de camponeses pobres e muito religiosos. O pai era um agricultor com instrução acima da média, atuante e respeitado na pequena comunidade. A mãe, além de ajudar o marido vendendo o que produziam, cuidava da casa e da educação dos filhos, auxiliada pela cunhada, que desistira do convento. A família era muito devota de Maria, despertando nos filhos o amor profundo à Mãe de Deus.

Na infância, logo que ingressou na escola, Marcelino sofreu um grande trauma quando o professor castigou um dos seus companheiros. Ele preferiu não freqüentar os estudos e foi trabalhar na lavoura com o pai. E assim o fez até os quatorze anos de idade, quando o pároco o alertou para sua vocação religiosa.
Apesar de sua condição econômica e o seu baixo grau de escolaridade, foi admitido no seminário de Verrièrres. Porém, a partir daí, dedicou-se aos estudos enfrentando muitas dificuldades. Aos vinte e sete anos, em 1816, recebeu o diploma e foi ordenado sacerdote no seminário de Lion.
Talvez por influência da sua dura infância, mas movido pelo Espírito Santo, acabou se dedicando aos problemas e à situação de abandono por que passavam os jovens de sua época, no campo da religião e dos estudos. Marcelino rezou e meditou em busca de uma resposta a esses problemas que antecederam e anunciavam a Revolução Francesa.
Numa visita a um rapaz doente, descobriu que este, além de analfabeto, nada sabia sobre Deus e sobre religião. Sua alma estava angustiada com tantas vidas sem sentido e sem guia vagando sem rumo. Foi então que liderou um grupo de jovens para a educação da juventude. Nascia, então, a futura Congregação dos Irmãos Maristas, também chamada de Família Marista, uma Ordem Terceira que leva o nome de Maria e sua proteção.
Sua obra tomou tanto vulto que Marcelino acabou por desligar-se de suas atividades paroquiais, para dedicar-se, completamente, a essa missão apostólica. Determinou que os membros da Congregação não deveriam ser sacerdotes, mas simples irmãos leigos, a fim de assumirem a missão de catequizar e alfabetizar as crianças, jovens e adultos, nas escolas paroquiais.
Ainda vivo, Marcelino teve a graça de ver sua Família Marista crescendo, dando frutos e sendo bem aceita em todos os países aonde chegaram. Ainda hoje, temos como referência a criteriosa e moderna educação marista presente nas melhores escolas do mundo.
Marcelino Champagnat morreu aos cinqüenta e um anos, em 6 de junho de 1840. Foi beatificado em 1955 e proclamado santo pelo papa João Paulo II em 1999. Ele é considerado o "Santo da Escola" e um grande precursor dos modernos métodos pedagógicos, que excluem todo tipo de castigo no educando.  

06 de Junho na História



1683   
Inaugurado o Ashmolean Museum, o primeiro museu público do mundo.
1950   
EUA determinam que o governo japonês expulse de suas repartições todos os membros do Partido Comunista.
1954   
O papa Pio XII inaugura uma rede de televisão que passa a ligar oito países da Europa ocidental.
1960   
José Velasco Ibarra é eleito para o seu quarto mandato presidencial no Equador.
1975   
A Nuclebrás confirma a descoberta de urânio de alto teor na bacia do rio Trombetas, no norte do Pará.
1980   
O presidente Figueiredo afirma que não aceita a recessão econômica como remédio para combater a inflação.
1985   
A Polícia Federal exuma em Embu SP o corpo de um homem, afogado em 1979, que seria o do nazista Josef Mengele.
2000   
A Anistia Internacional informa que entre 400 e 1.500 pessoas haviam sido mortos nos ataques aéreos da OTAN contra a Iugoslávia.
2000   
Morre, aos 98 anos no Rio, o sambista Kid Morengueira.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Prefeita sofre com chantagem de aliados


Assis reclamou contra a Prefeita
com adversários e depois 
desmentiu que estivesse protestando.
Não é exatamente administrativo nem estaria sendo criado por seus adversários o problema que mais tem ocupado a jovem terapeuta ocupacional Conceição de Maria Gomes Lisboa Rocha desde que assumiu a prefeitura de Caiçara do Rio do Vento, a 30 de abril último.
De acordo com colaboradores da burgomestra, o que mais a tem tirado do sério são tentativas de pressão com que alguns aliados na campanha que lhe garantiu a prefeitura estão beirando o terreno da chantagem ao sobrevalorizar o objetivo de lhe arrancar mais do que ela pode lhes proporcionar em termos de partilha do poder.
Esta conduta tem feito Conceição Rocha destinar boa parte de sua inteligência e de suas energias à “gestão do cala boca” de adversários inconfiáveis.
ÚLTIMA A SABER
Poucos correligionários ainda não atendidos têm demonstrado um mínimo de compreensão para o fato de haver muita garrafa para pouca tampa diante de Conceição Rocha. Alguns extrapolam os limites da coligação vitoriosa para reclamar a adversários contra o descaso que ela lhes estaria impondo. Desta forma, Conceição Rocha tem sido a última a saber das queixas, e, por paradoxal que pareça, toma conhecimento por intermédio de adversários. Já houve ocasião em que ela só conheceu o problema através de um blog catalogado por seu grupo político como de oposição à sua gestão.
ASSIS, LAÉCIO, MIGUEL...
Um dos casos que mais a desapontaram foi protagonizado estes dias pelo ex-vereador Francisco de Assis Barbosa, o presidente formal do PSDB caiçarense, que recorreu a adversários de peso, inclusive ao comerciante Arnaldo Acioli de Lima, concorrente de Conceição Rocha na eleição de 7 de abril último, para dizer que ela o estava maltratando.
Conceição Rocha se desapontou também com o vice-prefeito Laécio Confessor, que andou criando “ruídos” por conta de uma diferença em seu salário que ambos poderiam ter consertado sem protagonizarem qualquer problema político. E desde um pouco antes da posse diz que não mais suporta a pressão exercida pelo comerciante Miguel Andrade, marido da vereadora Joelma Andrade (PMDB), em busca de ressarcimento pelo que arrostou na campanha pela eleição majoritária.
Por último, perturbam o ambiente governamental as investidas dos ocupantes da “Gaiola das Loucas”, que almejam o poder que não lhes confere o “cala boca” pago pela Prefeita. Mas, entre todos os episódios do gênero, a chantagem que mais a irritou é imputada a Assis Barbosa. Ele quer porque quer que Conceição Rocha lhe garanta o poder, a gloria e os subsídios de vereador.
PROMESSA
De acordo com os interlocutores aos quais Assis procurou na oposição, entre a eleição de 7 de outubro, quando ficou na primeira suplência de vereador pela coligação vinculada a Conceição Rocha, e 1° de janeiro, dia da eleição do presidente da câmara municipal, Conceição assumiu compromisso com ele no sentido de mantê-lo nos quatro anos seguintes no plenário da casa se contasse com seu apoio para conquistar a prefeitura.
Com a eleição da vereadora Conceição de Maria Gernandes Soares, a enfermeira “Coinha”, sua correligionária no PSDB, para presidir a câmara municipal, e assim comandar interinamente o poder executivo até à posse do prefeito a ser eleito em pleito extraordinário, Assis, primeiro suplente da agremiação, passou a responder pelo mandato parlamentar e a receber vencimentos integrais como vereador.
No início de maio último, quando “Coinha” entregou a prefeitura a Ceiça e reassumiu sua cadeira na câmara, Assis foi desconvocado por esta e ficou sem mandato e sem os vencimentos deste; vinte dias depois, estava se abrindo com os adversários, aos quais disse, afetando irritação, que se desligaria do PSDB e tomaria um rumo político adverso ao da prefeita. Instado pelo ex-vereador, um blogueiro caiçarense chegou a tornar públicas as mágoas de Assis.
DESMENTIDO
Ceiça e Assis se acertaram esta semana, em termos ainda desconhecidos, e em decorrência ele fez divulgar num blog uma “nota de esclarecimento” dizendo-se “completamente indignado com as notícias mentirosas e irresponsáveis que vem sendo divulgadas ao meu respeito com relação ao meu partido e ao governo de Ceiça Lisboa”.
Afirmando então que continua firme com seus ideais, seu partido e seu grupo político, garantiu que “o mais não passam (sic) de comentários mentirosos e sem nenhum fundamento”.
Conceição Rocha preferia que Assis Barbosa não precisasse forjar o desmentido, que seria desnecessário se ele mantivesse no intramuros do grupo político de ambos as queixas que eventualmente tiver que apresentar contra ela. 
Postado às 20h28m de quarta-feira 130605.