quarta-feira, 3 de abril de 2013

Fiscalização eleitoral se acelera quando quer


Mexendo crescentemente com nervos de gregos e troianos, a aproximação do domingo 7, quando os eleitores de Caiçara do Rio do Vento irão às urnas para escolher seus prefeito e vice-prefeito em eleição isolada e fora de época, lança sobre este universo uma enorme interrogação sobre como fatores subjetivos influenciam e determinam o comportamento das autoridades que deveriam agir com toda isenção na condução do que cabe ao poder judiciário no processo em curso.

Forçam a análise duas ocorrências registradas não agora, mas em pleno processo eleitoral de 2.012, que em Caiçara do Rio do Vento foi truncado pelo insucesso da escolha do sucessor do então prefeito Edson Barbosa, o “Etinho”.

Duas ocorrências assemelhadas receberam tratamentos diferentes, refletindo-se, isto sim, na presente campanha.

No início de setembro, à frente a juíza eleitoral Valéria Oliveira e a promotora eleitoral Juliana Alcoforado, as polícias federal e estadual promoveram em Caiçara do Rio do Vento uma grande operação de busca e apreensão de provas de que a coligação oposicionista de então estava corrompendo o processo de escolha de prefeito, vice-prefeito e vereadores. Fartamente divulgada na imprensa potiguar e nacional graças a notícia produzida pela área de comunicação social do ministério público, esta foi a ocorrência emblemática de corrupção do pleito em todo o Rio Grande do Norte.

A 7 de outubro, as autoridades flagraram o que seria o abastecimento ilegal de motos pela coligação então situacionista.

Esta ocorrência, mais recente, teve desdobramentos. Etinho deixou de disputar esta semana a prefeitura em função deles.

Já a ocorrência anterior, uma ação comandada a quatro mãos pela Juíza e pela Promotora, parece não haver dado em nada. Tivesse produzido desdobramentos, provavelmente a terapeuta ocupacional Conceição de Maria Lisboa da Rocha não tivesse sido candidata a vice-prefeito naquela disputa, juntamente com o cabeça de chapa Felipe Muller, e, principalmente, não encabeçaria a chapa situacionista de hoje em Caiçara do Rio do Vento.

Por que os efeitos desta ação dormem em juízo?   

Postado às 14h06m de quarta-feira 130403.

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