| Esdras tentou reparar o... |
| ...erro de Carlos Augusto e Rosalba. |
Pelo
menos três ausências sentidas no encontro em que a governadora Rosalba Ciarlini
ouviu poucas e boas de aliados, na noite da última segunda-feira, 25, em
Brasília, estão sendo destacadas em Natal como sintoma de erro que ela e seu
marido e principal conselheiro, o ex-deputado Carlos Augusto Rosado, chefe da
Casa Civil do executivo potiguar, cometeram ao se dirigirem ao local do ágape.
Ao
não convidar para o encontro de aliados os presidentes nacional do PTB,
ex-deputado Benito Gama, e regionais do PMN e do PSDB, deputado estadual Antonio
Jácome e ex-deputado federal Rogério Marinho, secretário estadual de
Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Rosalba permitiu que se adensassem
críticas de alguns expoentes de seu grupo político.
Foi
o caso do ministro da Previdência Social, senador Garibaldi Alves Filho e do
anfitrião, o deputado federal Henrique Eduardo Alves, presidente da câmara
baixa do país e do diretório regional do partido de ambos, o PMDB, que as
informações vazadas mostram como quem mais dirigiu críticas ao casal; do
senador José Agripino Maia, presidente nacional do Dem, e do deputado federal
João Maia, presidente regional do PR.
As
versões mostram que praticamente encurralaram Rosalba e Carlos Augusto,
fazendo-os engolir todo tipo de crítica e a tentar reconciliação com uma
proposta no sentido de ela desistir da tentativa de se reeleger para se
candidatar ao Senado em 2.014. Por mais que seu governo esteja sendo reprovado
pela população potiguar, Rosalba deveria, na visão de observadores da cena política,
ter ampliado o convescote com a inserção de dirigentes partidários que pudessem
amenizar a barra.
Fontes
do centro administrativo do governo, em Lagoa Nova, Natal, asseguram que ela e
Carlos Augusto já se deram conta do erro, e que no dia seguinte ao encontro o
secretário estadual de Articulação Política e Relações Institucionais, advogado
Esdras Alves, caiu em campo com o objetivo de neutralizar o insucesso. Para
isto, teria entrado em contato com Jácome e Rogério, procurando demonstrar que
Rosalba teria gostado muito de vê-los na véspera na residência de Henrique
Eduardo.
O
que houve em Brasília, porém, foi apenas a preservação de um defeito de origem.
A ausência de dirigentes de partidos aliados de Rosalba no “conselho político”
que ela reuniu desta feita havia sido notada ainda no final de 2.011, quando,
cedendo diante de pressões dos dirigentes do PMDB potiguar, a Governadora
resolveu criar o colegiado.
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