| Aliados temem que denúncias contra Elias atinjam Henrique. |
Enquanto o deputado federal Henrique Eduardo Alves, presidente da câmara federal e do diretório potiguar do PMDB, organiza em Brasília o jantar em que espera reunir logo mais, em sua residência, a governadora Rosalba Ciarlini e as principais expressões políticas que a apóiam, liderados do parlamentar torcem, em Natal, para que ele não indique na ocasião o engenheiro, ex-deputado e ex-secretário estadual Elias Fernandes para alguma pasta do executivo norte-rio-grandense.
Pelo
que dizem, não se trata de queimação, e sim de evitar uma enorme queimação. Eles
dizem que começaram a recear pelo Deputado desde que setores da imprensa natalense
passaram a prever a entrega da secretaria de Recursos Hídricos a Elias como uma
das chaves ou conseqüências de eventual fortalecimento das relações entre o
PMDB, seu partido, e Rosalba.
Lembrando
que nos últimos tempos setores da grande imprensa do centro-sul do país se têm
empenhado em encontrar vínculos entre Henrique Eduardo e denúncias de
corrupção, eles consideram elevadíssimo o risco de o parlamentar tentar cacifar
Elias no governo potiguar.
Segundo
dizem, críticos da atuação de Elias como diretor geral do Departamento Nacional
de Obras Contra as Secas (Dnocs) têm muita munição para queimar o engenheiro,
pai do deputado estadual Gustavo Fernandes, hoje um dos políticos mais ligados
a Henrique Eduardo, para usar quando e se o engenheiro vier a ser nomeado para
qualquer cargo de projeção no serviço público.
Alguns
lastimam que, como dizem, sondado pelo presidente da câmara federal, o
engenheiro Dâmocles Trinta, pessoa da absoluta confiança de Henrique Eduardo,
não houvesse topado assumir a pasta, na hipótese de esta vir a ser confiada ao
PMDB, porque, como alegou, precisa de bom tempo para se dedicar aos negócios
privados.
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