sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Playboy complicado é melhor do que enfermeira?

Para o grupo de Ceiça Lisboa e de Coinha, a prefeita merece menos do que um playboy complicado. E para Caiçara, Coinha também só presta para ajudar o Dem e o PSDB?

Um “play boy” estrangeiro cujo currículo é formado mais por boletins de ocorrência é melhor do que uma enfermeira e política conterrânea cuja vida pessoal nunca mereceu críticas? Esta pergunta está sendo formulada por muitos cidadãos de Caiçara do Rio do Vento desde antes do carnaval deste ano, em função da rejeição que dirigentes do Dem e do PSDB estão opondo, abertamente, à candidatura da atual prefeita, vereadora Conceição de Maria Fernandes, a “Coinha”, à chefia do executivo local na eleição extraordinária de 7 de abril que se aproxima.
A interrogação surgiu com a constatação de que os ex-prefeitos Ethevaldo Lisboa e Emmanoel Andrade, presidentes municipais do Dem e do PSDB, negaram a “Coinha” legenda para tentar se legitimar na chefia do executivo, que vem exercendo em caráter excepcional desde 1° de janeiro deste ano em virtude do fracasso da eleição ordinária de 7 de outubro último.
Conhecedores da vida pública, profissional e pessoal de “Coinha”, que sempre apoiou Ethevaldo e Nenéu, os conterrâneos estranham que estes a rejeitem agora, quando a aprovação popular à sua breve atuação como prefeita poderia assegurar-lhe êxito na candidatura.
Como se sabe, desde janeiro Ethevaldo e Nenéu pressionam Coinha a se conformar com a candidatura a vice-prefeito em chapa a ser encabeçada por uma filha do primeiro, a jovem fisioterapeuta Conceição de Maria Lisboa, a “Ceiça”.
Os conterrâneos deploram os valores éticos e morais que presidem a decisão de Ethevaldo e Nenéu porque deixaram Coinha em desvantagem em relação a um jovem que praticamente só conhecia Caiçara do Rio do Vento pelo mapa, nunca havia prestado qualquer serviço ao município e incorporou à vida pública local um currículo com mais registros em delegacias policiais do que convém a políticos.
De fato, em 2.013 Ethevaldo e Nenéu concordaram em rebaixar “Ceiça” da candidatura à prefeitura para que a chapa fosse encabeçada por um “play boy” gaúcho até então mais conhecido em Caiçara do Rio do Vento pela freqüência com que fez seu nome constar negativamente em boletins de ocorrência policial.
Que virtudes o jovem Felipe Muler teria além das que os caiçarenses reconhecem em Coinha para que Ethevaldo e Nenéu vetem a candidatura da prefeita? Esta é a questão que intriga muitos conterrâneos. “Por que Ceiça renunciou à cabeça de chapa em favor de Felipinho e não pode ser candidata a vice-prefeito de Coinha?”, perguntava-se ontem um ex-vereador vinculado ao binário formado pelo Dem e pelo PSDB, enaltecendo os méritos administrativos que têm sido demonstrados desde janeiro na prefeitura caiçarense. Seria vergonhoso coadjuvar uma candidata como Coinha depois de fazer esteira para um play boy?

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