domingo, 31 de março de 2013

Blog de Garrido mostra que o “azulão” não é a cor de Caiçara







Garrido: na lei, várias cores; na "doutrina" da prefeitura, o azulão da coligação para "ferrar" as escolas com a cor partidária.
É de autoria do então vereador Watezer Rangel da Câmara e foi aprovada à unanimidade pela câmara municipal de Caiçara do Rio do Vento a lei que institui o branco, o verde, o azul, o amarelo e o marron como as cores oficiais da municipalidade e de sua bandeira.
A existência da norma e seu pleno conhecimento pela prefeita interina, vereadora Conceição de Maria Fernandes (PSDB), a enfermeira “Coinha” e pelos educadores que a cercam, notadamente os secretários de Educação, Joana Lisboa, e de Administração, João Pires – os dois são cunhados entre si e ocupam os cargos ao arrepio das normas sobre nepotismo – e o diretor do Centro Educacional Caiçara do Rio do Vento, Francisco Garrido, deixam claro que a atual gestão passou os pés pelas mãos quando resolveu carimbar as paredes das escolas do município com um azulão vinculado à coligação política de que participam.
Num blog que edita há alguns anos, Garrido lembra, ainda que, segundo a lei proposta por Watezer, “Buba” entre os amigos e admiradores, as cores da bandeira devem também caracterizar a frota de veículos da prefeitura e os uniformes que esta proporciona aos educandos conterrâneos.
ENTRE MORALIZAR E POLITICAR...
Segundo o professor Garrido, a proposta de Buba nasceu para moralizar “ações dos gestores do executivo e legislativo para não promoverem carnaval com cores ao seu bel prazer”. Apesar deste objetivo, Coinha preferiu pintar as escolas com as cores do bel prazer de seu grupo partidário, como demonstra o professor Garrido. 
Esquecendo-se de que Caiçara do Rio do Vento não possui nenhum tribunal onde se firmassem jurisprudência ou doutrina e de que a prefeitura local nem sequer dispõe de algum órgão ligado à prestação jurisdicional, Garrido tenta explicar o inexplicável.
Segundo ele, “quanto das ações da atual gestão, em realizar pintura das escolas e consequentemente demais predios públicos, com o azul e branco, preferiu atentar para uma doutrina juridica já elencada no âmbito municipal, princípio norteador já delineado desde 2012” (sic).
Atento à prefeita e não às normas em vigor, Garrido nem se deu ao trabalho de mostrar o conteúdo da “doutrina jurídica” inexistente. O que de fato existe é a norma criada pela câmara: nunca, na história de Caiçara do Rio do Vento, o azulão da campanha pela condução da terapeuta ocupacional Conceição de Maria Lisboa Rocha foi a cor oficial da prefeitura caiçarense.
Foi só a mistura de sabugice política com interesses escusos, como o Diário de Caiçara do Rio do Vento e o blog “Conexão Caiçara” mostraram indubitavelmente.
Postado às 12h56m de domingo 130331). 

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