Garrido: na lei, várias cores; na "doutrina" da
prefeitura, o azulão da coligação para "ferrar" as escolas com a cor partidária.
É
de autoria do então vereador Watezer Rangel da Câmara e foi aprovada à
unanimidade pela câmara municipal de Caiçara do Rio do Vento a lei que institui
o branco, o verde, o azul, o amarelo e o marron como as cores oficiais da
municipalidade e de sua bandeira.
A
existência da norma e seu pleno conhecimento pela prefeita interina, vereadora
Conceição de Maria Fernandes (PSDB), a enfermeira “Coinha” e pelos educadores
que a cercam, notadamente os secretários de Educação, Joana Lisboa, e de
Administração, João Pires – os dois são cunhados entre si e ocupam os cargos ao
arrepio das normas sobre nepotismo – e o diretor do Centro Educacional Caiçara
do Rio do Vento, Francisco Garrido, deixam claro que a atual gestão passou os
pés pelas mãos quando resolveu carimbar as paredes das escolas do município com
um azulão vinculado à coligação política de que participam.
Num
blog que edita há alguns anos, Garrido lembra, ainda que, segundo a lei
proposta por Watezer, “Buba” entre os amigos e admiradores, as cores da
bandeira devem também caracterizar a frota de veículos da prefeitura e os
uniformes que esta proporciona aos educandos conterrâneos.
ENTRE MORALIZAR
E POLITICAR...
Segundo
o professor Garrido, a proposta de Buba nasceu para moralizar “ações dos
gestores do executivo e legislativo para não promoverem carnaval com cores ao
seu bel prazer”. Apesar deste objetivo, Coinha preferiu pintar as escolas com
as cores do bel prazer de seu grupo partidário, como demonstra o professor
Garrido.
Esquecendo-se
de que Caiçara do Rio do Vento não possui nenhum tribunal onde se firmassem
jurisprudência ou doutrina e de que a prefeitura local nem sequer dispõe de
algum órgão ligado à prestação jurisdicional, Garrido tenta explicar o
inexplicável.
Segundo
ele, “quanto das ações da atual gestão, em realizar pintura das escolas e
consequentemente demais predios públicos, com o azul e branco, preferiu atentar
para uma doutrina juridica já elencada no âmbito municipal, princípio norteador
já delineado desde 2012” (sic).
Atento
à prefeita e não às normas em vigor, Garrido nem se deu ao trabalho de mostrar
o conteúdo da “doutrina jurídica” inexistente. O que de fato existe é a norma
criada pela câmara: nunca, na história de Caiçara do Rio do Vento, o azulão da
campanha pela condução da terapeuta ocupacional Conceição de Maria Lisboa Rocha
foi a cor oficial da prefeitura caiçarense.
Foi
só a mistura de sabugice política com interesses escusos, como o Diário de
Caiçara do Rio do Vento e o blog “Conexão Caiçara” mostraram indubitavelmente.
Postado às 12h56m de domingo 130331).
Nenhum comentário:
Postar um comentário
comente ...