Felipe (centro) nunca investigou roubo imputado a Sapo Nildo.
As
autoridades de Caiçara do Rio do Vento precisam investigar o que levou ao fim
um convênio que a prefeitura local manteve em meados da década passada com uma
grande beneficiadora de castanhas de caju mantida em São Paulo do Potengí por
um grupo indiano, porque irregularidades em sua gestão terminaram agravando o
problema do desemprego que ancestralmente afeta a população caiçarense.
Recomendação
neste sentido tende a ser apresentada nos próximos dias na câmara municipal com
o objetivo de levar a prefeita interina, vereadora Conceição de Maria Fernandes
(PSDB), mais conhecida em Caiçara do Rio do Vento como “Coinha”, a designar
alguém honesto para cubar o montante desviado, apontar o responsável e levá-lo
às barras da justiça.
Trata-se
de um convênio através do qual a prefeitura custeou em grande parte a montagem,
em Caiçara do Rio do Vento, de um sistema de facção através do qual dezenas de
mães de família aqui residentes passaram a auferir renda quebrando, conforme
orientação da fábrica, castanhas para seu processamento industrial.
A
administração do convênio deu sumiço a grande parte do dinheiro com que a fábrica,
atualmente chamada de Iracema, pagava às caiçarenses. Houve muitos problemas em
decorrência do roubo, culminando com a eliminação do núcleo caiçarense de
facção, muitas trabalhadoras apontaram o coordenador local do projeto, Ranildo
Ribeiro Feitosa, mais conhecido em Caiçara como “Sapo Nildo”, e o então
prefeito Felipe Eloi Muller passou as mãos sobre a cabeça do acusado.
O
burgomestre o afastou de seu estafe, mas nunca instaurou o inquérito
administrativo que deveria apurar o sumiço do dinheiro. Sua conivência forçou
os controladores da indústria a abandonar Caiçara, desempregando todas as mães
de família que mobilizava aqui. Este desemprego, a propósito, tem sido apontado
por críticos de Felipe Muller como o único investimento que sua atuação à
frente da prefeitura caiçarense fez com o objetivo de gerar emprego e renda no
município.
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Parabéns
Retroativamente,
apresento aqui meus parabéns à caiçarense Josineide Câmara pelo transcurso de
seu aniversário, neste sábado, 23, ontem.
Paredão
Confirmando
a informação aqui publicada sobre a investida de um sargento da policia militar
contra paredão de som que funcionava defronte ao “Bar do Assis”, perto de sua
residência, a jovem caiçarense retificou na noite deste domingo, 24, hoje, um
detalhe. Segundo ela, a polícia só parou na residência de seu pai, Antonio
Pires, para perguntar se uma denúncia sobre o volume do som do equipamento
havia partido de lá, “mas respondi que não e eles foram para o bar”.
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(Postado às 22h01m de domingo 130324).
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