domingo, 24 de março de 2013

Polícia volta a intimidar PMDB em Caiçara



Botões que regulam altura do som estavam na posição em que o Bicudo fixou.
Durou pouco o período em que a polícia militar mostrou respeito à cidadania em Caiçara do Rio do Vento. Na tarde deste domingo, mostrando que reverteu ordens do comandante geral da corporação, coronel Francisco Araújo, o Sargento lotado em Caiçara que se orgulha de ser “Bicudo”, isto é, vinculado ao Dem, voltou a admoestar jovens ligados ao PMDB que se sentiram tratados como gente durante a noite passada, durante comício promovido por seu partido, quando a segurança foi prestada por policiais trazidos de João Câmara.
Segundo denuncia trazida ao Diário de Caiçara do Rio do Vento, induzido por correligionários, o “Sargento Bicudo”, como mencionam o policial, voltou a tentar inibir a utilização de serviço móvel de som por partidários da campanha de Arnaldo Acioli à prefeitura local pelo PMDB sem haver nenhum motivo para isto. 
ORIENTAÇÃO DO DEM
O militar esteve na casa de um correligionário, conhecido como Antonio Pires, e ao sair notou que um “paredão de som” estava funcionando num bar próximo, o “Bar do Assis”, animando um encontro onde predominavam pessoas vinculadas ao PMDB. Acercou-se do estabelecimento, dizendo que toda a vizinhança havia reclamado contra o barulho, e terminou sendo persuadido quanto a uma adequação que ele mesmo impusera, autoritariamente, na véspera.
Como este blog informou ontem, ao saber que um paredão de som havia chegado a Caiçara do Rio do Vento para ser utilizado pela campanha de Arnaldo Acioli, acintosamente o Sargento Bicudo mandou auxiliares apreender o veículo, que chegou a ser rebocado até o posto policial, onde permaneceu algumas horas, o suficiente para que próceres do Dem o fotografassem como butim.  Quando advogados a serviço de Arnaldo o procuraram, o Sargento Bicudo disse que recolhera o paredão apenas para medir seu volume de som e exigir que os responsáveis pelo veículo não excedessem a medida então imposta.
NEM PERCEBEU
Bicudo terminou sendo ridicularizado hoje porque os responsáveis pelo paredão de som lhe mostraram que os botões que regulam a altura do equipamento estavam fixados nas mesmas posições a que o militar os havia condenado ontem.
O pior é que nas duas ocasiões o sargento não usou nenhum decibelímetro para efetivamente medir o volume de som do PMDB. Como a ausência do instrumento durante a avaliação feita ontem foi registrada pelo Diário de Caiçara do Rio do Vento e em informação transmitida ao comando da polícia, na investida de hoje o Sargento Bicudo fez menção de usar algum equipamento dentro da viatura em que se mostra na cidade. Aos freqüentadores do Bar do Assis e ao dono do estabelecimento, comerciante que normalmente expulsa dali quem faz barulho, o Sargento Bicudo não permitiu compartilhar o “exame” realizado por seu “decibelímetro”.   
Nas duas ocasiões, enquanto ele amordaçava um partido, carros de som a serviço do Dem zoavam à vontade pelas ruas de Caiçara. Ele e seu “decibelímetro, porém, não os ouviram.
Tão zeloso quanto ao som emitido pelos bacuraus, o sargento não se deu conta que, pelo rodízio imposto à propaganda eleitoral deste ano pela juíza Gabriela de Oliveira, titular da zona eleitoral de Lajes, com jurisdição sobre Caiçara do Rio do Vento, os veículos de propaganda sonora a serviço do Dem não deveriam nem ser ouvidos neste sábado. Como haveria comício do PMDB, só carros de som a serviço deste partido poderiam trabalhar na sede do município.
Esta conduta não surpreende exceto pelo desrespeito à garantia dada aos caiçarenses pelo coronel Araújo de que a polícia militar não mais se subordinaria a partido político. Nos dois sábados imediatamente anteriores a ontem, o Sargento Bicudo intimidou o PMDB ao ponto de enganar a juíza, fazendo-a impedir que o partido realizasse um evento de rua para o qual a legenda havia tomado todas as providências exigidas pelas normas vigentes.
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(Postado às 19h59m de domingo 130324).
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