Será que a polícia impedirá novo comício de Arnaldo e Teresa?
O
medo de que a polícia militar arranje um jeito de impedir a realização do
comício programado para o próximo sábado pelo PMDB de Caiçara do Rio do Vento
está fazendo com que a jovem guarda do partido ainda tenha dúvida de que o
evento venha a ser realizado, a despeito de já contar com as presenças de duas
das maiores autoridades do cenário político nacional.
Como
dizem, não se surpreenderiam se, mesmo diante da participação agendada do
ministro da Previdência Social, senador Garibaldi Alves Filho, e do terceiro
nome da linha de sucessão da Presidência da República, o deputado Henrique
Eduardo Alves, presidente da Câmara Federal e do diretório potiguar do PMDB,
nada garante que à última hora a polícia entorne o caldo, como fez nos dois
últimos sábados.
DE VÍTIMA A
AGRESSOR
Na
primeira ocasião ela transformou agredido em agressor e resolveu sair em
perseguição a um dos líderes do PP em Caiçara do Rio do Vento, o comerciário e
ex-vereador Watezer Rangel da Câmara, sem antecedentes na crônica policial,
inibindo os esforços que este compartilhava com o colega Francisco Pontes
Siqueira, o “Chico de Cosme”, ou “Chicão” para promoverem uma grande
concentração política.
Os
sargentos que dirigem a unidade da policia militar em Caiçara do Rio do Vento
acolheram uma denúncia vazia oferecida pelo verdadeiro autor da agressão, o
leão-de-chácara Alfreu Dragata, mais conhecido na cidade como “Gringo Gay” e
“Gringo Bosta”. Quando Watezer, afetivamente tratado como “Buba”, conseguiu
mostrar que havia sido agredido pelo “Gringo Gay” e só lhe deu uma surra em
reação à iniciativa deste, o comício programado para o assentamento vizinho à
cidade já estava prejudicado.
PAPEL SUMIU
Foi
ainda pior, e mais adredemente preparada a segunda iniciativa que a polícia
militar adotou para impedir que assume grandes proporções outro que seria o
primeiro comício em defesa da candidatura do empresário Arnaldo Acioli e da
servidora pública Teresa Cristina Andrade Barbosa, presidente do diretório
municipal do PMDB, a prefeito e vice-prefeito.
Pouquíssimas
horas antes do início da movimentação, os responsáveis pela polícia militar em
Caiçara fizeram a justiça eleitoral proibi-la sob o argumento de que os
dirigentes do PMDB não haviam comunicado sua realização às autoridades.
Quando
os funcionários do cartório eleitoral de Lajes chegaram ao local do início da
concentração e a proibiram, o PMDB mostrou cópia do documento entregue em tempo
hábil a um dos sargentos da polícia militar. Instado depois pela justiça, o
sargento admitiu que de fato o ofício do PMDB estava em sua gaveta desde muito
antes de ele haver transmitido a informação mentirosa ao juízo eleitoral.
A
esta altura, porém, mesmo a liberação pela justiça não mais resgataria o
prejuízo político causado pela polícia: numa ação bem articulada, assim que os
serventuários do cartório de Lajes trouxeram o veto ao comício, os adversários
do PMDB passaram a espalhar a notícia por toda Caiçara do Rio do Vento,
inibindo a convergência popular para o evento.
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(Postado
às 16h46m de quarta-feira 130321).
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