Sem
dispor de recursos próprios em montante suficiente para bancar a campanha do
filho a prefeito, ainda no primeiro trimestre de 2.012 o ex-industrial e
ex-prefeito Felipe Eloy Muller, o “Felipão”, pediu o financiamento à sua
ex-esposa, Priscila, que há anos controla as empresas da família.
Ela
não quis arriscar, lembrando que nunca viu com bons olhos as investidas do
ex-marido em política, atividade em que ele mais procurou comprar votos do que
conquistar eleitores e com isso reduzir o custo unitário de cada sufrágio.
Afirmou
que não gostaria de ver o filho seguir este caminho, preferindo vê-lo começar
daí a pouco a trabalhar nas empresas da família. E, pensando em encerrar o
diálogo, argumentou, com respaldo no que ouvira de seus advogados, que “Felipinho”
estava legalmente inelegível para o pleito de outubro último.
Diante
da insistência de Felipe Eloy, porém, Priscila concordou em parte. Aceitou
somente emprestar-lhe o dinheiro, e não doá-lo, marcando data para a
amortização e exigindo algumas garantias que, na prática, lhe transfeririam
parte do que o ex-marido ainda possui em empresas que ela, e não ele, controla.
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(Postado às 14h05m
de sexta-feira 130322)
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