Andrade,
Confessor. Feitosa, Fernandes, Lisboa, Pires, Viturino... Tradicionalmente, o
que determina o resultado de eleições em Caiçara do Rio do Vento é o fato de
duas, três gerações de famílias inteiras decidirem em bloco em quem votar.
Esta
conduta já elegeu poucos e muitos em pleitos sucessivos. Exemplo do primeiro
caso foi a conquista da prefeitura caiçarense pelo estrangeiro Felipe Eloi
Muller. O segundo caso foi a alternância com que o fazendeiro Etevaldo Lisboa e
o odontóogo Emanoel Gerson de Andrade se mantiveram no poder durante 29 anos.
Pois
bem: um profundo conhecedor da geografia humana e política de Caiçara do Rio do
Vento acaba de computar os votos dados nos seis últimos pleitos para Prefeito e
chegou a uma conclusão que lhe parece cabal. A seu ver, o comerciante Arnaldo
Acioli de Lima, candidato do Dem, tende a se eleger folgadamente no próximo dia
7, domingo, porque está atraindo para perto de si votações inteiras de muitos tradicionais
clãs deste município. Só num ou noutro caso, diz, Arnaldo não magnetizou 100% das
famílias que estão passando a apoiá-lo, e mesmo assim os reclacitrantes são
pessoas que estão na folha da campanha adversária.
O
“pula pula” das famílias oferecem várias condutas. Alguns chefes de família
fazem questão de ir ostensivamente a comícios do PMDB, como fez dona Ana
Valentin, a conhecida “Ana da Ubáia”, no último sábado, demonstrando na praça
pública que somente um seu liderado, o ex-vereador Marcos, se isola no apoio
aos adversários de Arnaldo.
No
time dos que estão aderindo a Arnaldo há chefes de família que chamam o
candidato do PMDB a suas casas, declaram-lhe espontaneamente o apoio de toda a
família e depois vão participar de seus comícios, como fez na semana passada o
líder de um núcleo familiar que tem Ribeiro em seu sobrenome.
Em
alguns desses casos, Arnaldo, ao receber o apoio, demonstrou compreender que
nem todos os clãs podem exteriorizar o apoio que lhe emprestam, porque um ou
outro membro da família tem pendências a resolver com o jurista, ex-industrial
e ex-prefeito Felipe Eloy Muller, o “Tio Patinhas” da campanha de Ceiça Rocha.
Nas
contas do especialista em política caiçarense, a esta altura da campanha
eleitoral Arnaldo já recebeu, de blocos familiares comprometidos até o ano
passado com a candidatura do jovem Felipe Muller, votos suficientes para
suplantar os votos nulos que o impediram de se reeleger a 7 de outubro último.
O
que faltou para Etinho se eleger no ano passado foram pouco mais de 110 votos;
as votações atribuídas aos núcleos familiares que trocaram bandeiras azuis pelas
verdes nos dois últimos meses indicam que a candidatura de Arnaldo receberá
mais de 220 de vantagem. Pois, ao passarem para Arnaldo, os 110 votos a menos
de outubro corresponderão a outros 110 que farão falta a Ceiça, diz.
Postado às 17h01m de sábado de Aleluia 130330.
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