sábado, 30 de março de 2013

Famílias em peso trocam Ceiça por Arnaldo



Famílias inteiras deixam de votar em Conceição (D) para votar em Arnaldo.
Andrade, Confessor. Feitosa, Fernandes, Lisboa, Pires, Viturino... Tradicionalmente, o que determina o resultado de eleições em Caiçara do Rio do Vento é o fato de duas, três gerações de famílias inteiras decidirem em bloco em quem votar.
Esta conduta já elegeu poucos e muitos em pleitos sucessivos. Exemplo do primeiro caso foi a conquista da prefeitura caiçarense pelo estrangeiro Felipe Eloi Muller. O segundo caso foi a alternância com que o fazendeiro Etevaldo Lisboa e o odontóogo Emanoel Gerson de Andrade se mantiveram no poder durante 29 anos.  
Pois bem: um profundo conhecedor da geografia humana e política de Caiçara do Rio do Vento acaba de computar os votos dados nos seis últimos pleitos para Prefeito e chegou a uma conclusão que lhe parece cabal. A seu ver, o comerciante Arnaldo Acioli de Lima, candidato do Dem, tende a se eleger folgadamente no próximo dia 7, domingo, porque está atraindo para perto de si votações inteiras de muitos tradicionais clãs deste município. Só num ou noutro caso, diz, Arnaldo não magnetizou 100% das famílias que estão passando a apoiá-lo, e mesmo assim os reclacitrantes são pessoas que estão na folha da campanha adversária.
O “pula pula” das famílias oferecem várias condutas. Alguns chefes de família fazem questão de ir ostensivamente a comícios do PMDB, como fez dona Ana Valentin, a conhecida “Ana da Ubáia”, no último sábado, demonstrando na praça pública que somente um seu liderado, o ex-vereador Marcos, se isola no apoio aos adversários de Arnaldo.
No time dos que estão aderindo a Arnaldo há chefes de família que chamam o candidato do PMDB a suas casas, declaram-lhe espontaneamente o apoio de toda a família e depois vão participar de seus comícios, como fez na semana passada o líder de um núcleo familiar que tem Ribeiro em seu sobrenome.  
Em alguns desses casos, Arnaldo, ao receber o apoio, demonstrou compreender que nem todos os clãs podem exteriorizar o apoio que lhe emprestam, porque um ou outro membro da família tem pendências a resolver com o jurista, ex-industrial e ex-prefeito Felipe Eloy Muller, o “Tio Patinhas” da campanha de Ceiça Rocha.
Nas contas do especialista em política caiçarense, a esta altura da campanha eleitoral Arnaldo já recebeu, de blocos familiares comprometidos até o ano passado com a candidatura do jovem Felipe Muller, votos suficientes para suplantar os votos nulos que o impediram de se reeleger a 7 de outubro último.
O que faltou para Etinho se eleger no ano passado foram pouco mais de 110 votos; as votações atribuídas aos núcleos familiares que trocaram bandeiras azuis pelas verdes nos dois últimos meses indicam que a candidatura de Arnaldo receberá mais de 220 de vantagem. Pois, ao passarem para Arnaldo, os 110 votos a menos de outubro corresponderão a outros 110 que farão falta a Ceiça, diz.  
Postado às 17h01m de sábado de Aleluia 130330.

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