sexta-feira, 22 de março de 2013

Família exige de Felipão a posse do filho (05)



“Felipão”: agora é só o verbo em lugar da verba.
A chegada do ex-industrial e ex-prefeito Felipe Eloy Muller ao fundo do poço financeiro em que se meteu ao torrar mais de um milhão de reais na campanha de seu filho Felipinho para prefeito de Caiçara do Rio do Vento em 2.012, pelo PP, está ocorrendo no período mais difícil da campanha com a qual seu grupo político esperava conquistar o governo municipal em 7 de abril próximo.
“Felipão” está sendo muito pressionado pela cobrança exercida pela ex-esposa, Priscila, que não mais vai em sua conversa e exige receber o dinheiro que lhe emprestou para custear a campanha do filho em 2.012. Ao mesmo tempo, sofre a pressão de correligionários que lhe pedem mais dinheiro para poderem levar a luta adiante.
Submetido assim a um processo de tritura e moagem por dinheiro, ele resolveu investir na divulgação de boatos como alternativa a botar a mão e mostrá-lo mais vazio do que imaginam os companheiros de campanha eleitoral.
Foi quando passou a mostrar que a torneira financeira se havia fechado para a campanha da terapeuta ocupacional Conceição de Maria Lisboa, a “Ceiça”, candidata do Dem a prefeito, que o esforço partidário começou a mostrar sinais de desgaste, enquanto os adversários passavam a crescer a olhos vistos sob a nova liderança do prefeitável Arnaldo Acioli.
Uma das explicações para o recuo dos “bicudos”, como são chamados os correligionários de Ceiça, é exatamente o fechamento do dinheiroduto com que Felipe começara a irrigar a campanha.
Sem a perspectiva da conquista da prefeitura por seu herdeiro e sem dinheiro para honrar compromissos com os aliados, ele optou por outra estratégia: dar aos correligionários verbo em lugar da verba prometida.
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(Postado às 19h02m de sexta-feira 130322).

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