“Felipão”: agora
é só o verbo em lugar da verba.
A
chegada do ex-industrial e ex-prefeito Felipe Eloy Muller ao fundo do poço
financeiro em que se meteu ao torrar mais de um milhão de reais na campanha de
seu filho Felipinho para prefeito de Caiçara do Rio do Vento em 2.012, pelo PP,
está ocorrendo no período mais difícil da campanha com a qual seu grupo
político esperava conquistar o governo municipal em 7 de abril próximo.
“Felipão”
está sendo muito pressionado pela cobrança exercida pela ex-esposa, Priscila,
que não mais vai em sua conversa e exige receber o dinheiro que lhe emprestou
para custear a campanha do filho em 2.012. Ao mesmo tempo, sofre a pressão de correligionários
que lhe pedem mais dinheiro para poderem levar a luta adiante.
Submetido
assim a um processo de tritura e moagem por dinheiro, ele resolveu investir na
divulgação de boatos como alternativa a botar a mão e mostrá-lo mais vazio do
que imaginam os companheiros de campanha eleitoral.
Foi
quando passou a mostrar que a torneira financeira se havia fechado para a
campanha da terapeuta ocupacional Conceição de Maria Lisboa, a “Ceiça”,
candidata do Dem a prefeito, que o esforço partidário começou a mostrar sinais
de desgaste, enquanto os adversários passavam a crescer a olhos vistos sob a
nova liderança do prefeitável Arnaldo Acioli.
Uma
das explicações para o recuo dos “bicudos”, como são chamados os
correligionários de Ceiça, é exatamente o fechamento do dinheiroduto com que
Felipe começara a irrigar a campanha.
Sem
a perspectiva da conquista da prefeitura por seu herdeiro e sem dinheiro para
honrar compromissos com os aliados, ele optou por outra estratégia: dar aos
correligionários verbo em lugar da verba prometida.
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(Postado às
19h02m de sexta-feira 130322).
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