segunda-feira, 25 de março de 2013

Por que a fábrica não vem para Caiçara?



 
Para Felipão, Caiçara é boa na hora 
da farra e da compra de voto, 
não para sediar a fábrica que 
ele quer construir em Cajazeiras.
Os homens de bem residentes em Caiçara do Rio do Vento precisam refletir sobre a informação de que a família Muller acaba de comprar, por alguns milhões de reais, um grande terreno para reinstalar sua fábrica de piscinas, levando-a do Centro Industrial Avançado (Cia), entre Parnamirim e Macaíba, para o distrito de Cajazeiras, ainda em território maicabense.
Na escolha de um terreno bom para instalar sua fábrica, gerando emprego e renda para quem mora no seu entorno, não foi em Caiçara do Rio do Vento que a família do jurista, ex-industrial e ex-prefeito Felipe Eloi Muller pensou, embora ele saiba há muito tempo do quanto este município precisa de indústrias.
Desde que resolveu comprar uma prefeitura, Felipão deu a Caiçara do Rio do Vento empréstimos, que cobraria depois, compra de votos e consciências, manipulação do poder público, durante os cinco anos em que comandou o governo municipal, farras e para alguns a enganosa sensação de que investiria aqui.
Passada a embriaguês do poder, viu-se que nunca investiu nada aqui, e poder-se-ia dizer que este município não lhe oferecia o imenso terreno cuja aquisição, a custo zero, o então governador Garibaldi Alves Filho, hoje ministro da Previdência Social, lhe viabilizou nos anos oitenta.
Hoje, porém, uma nova fábrica não disputaria as benesses do Centro Industrial Avançado. O terreno em Cajazeiras é completamente desprovido e distante do mínimo de que a nova fábrica necessitará em termos de infra-estrutura de serviços públicos. Lá, com toda certeza, Felipão não encontrará, principalmente, o acolhimento inocente e de boa fé com que sempre foi recebido em Caiçara do Rio do Vento.
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(Postado às 18h16m de segunda-feira 130325).      

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