sexta-feira, 31 de maio de 2013

FPM atraiu agiotas à prefeitura de Caiçara


Junior Bernardo, com a 
prefeita: na boca do caixa.
Chamou a atenção de muitos moradores de Caiçara do Rio do Vento o fato de o ex-prefeito Paulo Bernardo de Andrade Júnior, o “Júnior Bernardo”, de Riachuelo, praticamente ter dado expediente na prefeitura caiçarense nos últimos dias.
Com seu chapéu à Santos Dumont, seu perfil físico se diferenciou muito dos freqüentadores rotineiros do prédio, entre a igreja de São Sebastião e a câmara municipal.
NA BOCA DO CAIXA
Segundo dizem, Júnior não procurava cargos públicos, pois como político recebeu o seu quinhão do estafe da prefeita caiçarense, terapeuta ocupacional Conceição de Maria Gomes Lisboa Rocha, nos primeiros dias da posse desta, no início de maio, quando alojou alguns jabutis no secretariado e no segundo escalão da prefeitura. Um destes é sua filha Raiza Bernardo Lins Lisboa, que domina a “boca do caixa” da prefeitura caiçarense. Cunhada de Conceição Rocha, Raíssa é a secretária Municipal de Finanças e Tributação.
Esta semana, em Caiçara, Junior Bernardo agia como financiador da campanha que conduziu Conceição Rocha à chefia do executivo deste município, esperando receber pelo menos uma parte do que esta e seu grupo político lhe devem do que lhes repassou até 7 de abril último. 
MÊS PRÓDIGO
Os mesmos observadores dizem que vários outros financiadores “of law” que ajudaram à coligação de Conceição Rocha convergiram estes dias para a sede do governo caiçarense. Informados a respeito do recebimento de grana volumosa pela municipalidade no último dia 29, quarta-feira, anteontem, acorreram à boca do caixa.
Maio foi um mês pródigo para as contas da prefeitura. O último decêndio de maio do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), que a prefeitura recebeu anteontem, somou 95.635,74 reais.
E o mês, como um todo, fez chegar à conta municipal 994.135,36 reais, computando-se cotas de FPM, Imposto Sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), Fundo Saúde (Fus), Fundo Especial do Petróleo (Fep), Fundo Para o Desenvolvimento e Manutenção da Educação e Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) e outras rubricas tributárias.
SEM RASTROS
Os cobradores poderiam sacar seus cheques nas respectivas contas bancárias, como fazem rotineiramente em relação a prefeituras mantidas em suas carteiras há muito, embora isto deixe rastro muito perceptível.
Quando se trata de primeiro mês de prefeito novo, porém, eles preferem trocar os títulos de débitos diretamente com os emitentes para, evitar rastros que sistemas eletrônicos de órgãos governamentais vinculados à defesa do patrimônio público chegasse até eles. O recurso ao banco deixa o cheque à disposição destes e dos órgãos governamentais que fiscalizam operações financeiras visando encontrar praticantes de crimes do colarinho branco.
PRIMEIROS MESES
Há muito tempo os tribunais de Contas, o ministério público e a receita federais fazem uma varredura especialmente rigorosa nas contas dos primeiros meses de gestão porque ancestralmente neste período os prefeitos recém-empossados abatem grande parte dos débitos de campanha.
Este ano, a propósito, a experiência os orientou a usar lentes especiais nas contas de janeiro e principalmente fevereiro e março, no tocante a gastos com festas, porque em eleições anteriores os prefeitos vencedores usaram este período para satisfazer a seus credores.
Postado às 22h11m de sexta-feira 130531.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

comente ...