quarta-feira, 1 de maio de 2013

Jovens pedem Filarmônica à prefeita de Caiçara

 
Vanessa: filarmônica é cultura e desvia os jovens de drogas e outros vícios.


Muito saudavelmente para um município que se sabe possuidor de talentos e de jovens que balizam seus caminhos com a bússola da sapiência e da rejeição a vícios, é de cunho social e cultural um dos primeiros pedidos que a jovem terapeuta ocupacional Conceição de Maria Gomes Lisboa da Rocha tende a receber neste início de mandato como primeira prefeita eleita de Caiçara do Rio do Vento.
Ele não tem nada a ver com o tipo de cultura que reinou na festa em que a jovem tomou posse, nesta terça-feira, 30, ontem, quando três grandes bandas de forró moderno animou muita gente madrugada adentro. Formulado por adolescentes que têm um pé neste tipo de cultura e também investem em conhecimentos mais eruditos, ele se prende à criação de uma banda filarmônica municipal.
A iniciativa partiu da estudante Vanessa Silva, que na verdade já havia endereçado publicamente o pedido a Conceição através de postagens em redes sociais muito bem recebidas, cerca de vinte dias atrás, por caiçarenses de sua faixa etária.
Segundo Vanessa, esses jovens esperam que Conceição os ajude a realizar o sonho de fundarem a banda filarmônica, até para que “não seja preciso contratar bandas de outras cidades pra vim tocar em nossa cidade”.
A iniciativa não é nova, pois um embrião de banda surgiu em Caiçara do Rio do Vento em 2.012, sem, contudo, prosperar e se consolidar, porque a prefeitura, sua patrocinadora, perdeu o interesse pelo empreendimento, fazendo-o se volatizar.
Dizendo que o investimento na formação da banda, a partir da contratação de seu maestro e da aquisição dos instrumentos, é baixo, Vanessa imagina o conjunto animando eventos tradicionais em Caiçara, como o “Dias das Mães”, as festas de “São João” e Natal ou fazendo “showa” na igreja de São Sebastião. Também seria possível ouvi-la animar o carnaval e outros eventos. “E assim ia ajudando os jovens sair das coisas ruins do mundo, como a bebida e as drogas”, salienta.
Sem pretender reinventar a roda, Vanessa lembra um nome que surgiu em Caiçara no ano passado, quando o sonho da banda filarmônica se inoculou na cabeça dos jovens caiçarenses, e hoje poderia retomar o projeto. Trata-se do maestro e professor Francisco Canindé de Sena, que veio de Santana do Matos tocar em Caiçara do Rio do Vento e se vinculou fortemente à cidade, passando a investir no projeto de criação da banda local.
“Passamos um ano tocando flauta doce e esperando realizar um sonho que todos tinham e, com o apoio e a força de vontade do professor Canindé Sena, que tinha o maior carinho por todos nós, passamos a alimentar o desejo de formar a nossa banda”.  
Credenciando-o como “ótimo professor”, ela sugere que o maestro seja reconvocado e que a prefeitura invista no grupo, comprando os instrumentos e bancando os custos totais da banda filarmônica.
Para integrar a primeira formação da banda, ela lembrou colegas que participaram do núcleo que recebeu orientação de Canindé Sena: Vanessa, Kinho Lisboa, Marcos Samuel, Marcelly Kalliny, Bruna Sibelly, Kaliany Linhares, Jenny, Rafael Arcanjo, Emerson Daniel Andrade, Joélisson Pires, João Pedro Feitosa e, é claro, a própria Vanessa.
Postado às 14h54m de quarta-feira 130501.

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