Devido
à instabilidade verificada na ocorrência de chuvas na área, o ministério da
Agricultura surpreendeu nesta terça-feira, 30, ontem, os agropecuaristas
potiguares ao adiar para junho o início da nova campanha de vacinação contra a
febre aftosa no gado bovino local, até então agendado para este “Dia do
Trabalho”, a quarta-feira 1°, hoje.
A
alteração faz parte de uma revisão de última hora que a pasta impôs aos
calendários que seria obedecido em diferentes unidades federativas do país. O
panorama potiguar se insere no que também circunscreve os estados de Alagoas e
Sergipe e parte dos municípios de Pernambuco e de Minas Gerais, onde o trabalho
seria iniciado amanhã.
NOVAS DATAS
De
acordo com nota técnica do ministério, junho passa a ser o “start” não somente
no Rio Grande do Norte, mas também nos municípios das regiões Agreste e Sertão
de Pernambuco. Para julho o governo federal empurrou o início da operação em
Alagoas e Sergipe. Quanto a Minas Gerais, a prorrogação foi para 30 de junho em
112 municípios polarizados pelos de Amenara, Janauba e Montes Claros.
Apesar
não haver alterações no calendário da Bahia, 261 municípios do estado que
decretaram situação de emergência serão acompanhados. Caso necessário, poderá
ser adotada uma nova estratégia com tratamento diferenciado aos produtores que
comprovarem não ter condições de vacinar seus animais.
“A
flexibilização nessas localidades é justificada pela falta de chuvas, que tem
comprometido o abastecimento de água e até mesmo a alimentação dos rebanhos”,
explica o diretor do Departamento de Saúde Animal do Mapa, Guilherme Marques.
No
restante do país, a programação segue inalterada. Ceará, Goiás, Maranhão, Mato
Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul,
Tocantins e Distrito Federal começam em maio a vacinação de todo o rebanho de
bovinos e bubalinos, sendo que Amazonas e Pará iniciaram em março o processo de
imunização. Já nos estados do Acre, Espírito Santo, Paraná, Rondônia (onde a
campanha começou em abril) e São Paulo serão vacinados os animais com idade
abaixo de 24 meses.
A
expectativa do Ministério da Agricultura é que 166 milhões de cabeças sejam vacinadas
nesta primeira etapa. De acordo com o secretário de Defesa Agropecuária, Ênio
Marques, o sucesso da campanha depende também da participação ativa dos
produtores. “Estamos próximos de reconhecer o Brasil como livre de aftosa com
vacinação, mas para isso é necessário que os produtores também colaborem,
vacinando corretamente o gado e mobilizando os vizinhos para a campanha.
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