| Nenéu (E) se espantou com o rombo. |
Nenéu
tinha todo interesse em dirigir a pasta e nas semanas imediatamente anteriores
havia investido neste sentido, estruturando melhor sua residência caiçarense, que
nos últimos anos ocupava somente em fins de semana, para desfrutar da casa
também nos chamados dias de feira.
Sua
renúncia ao cargo, menos de uma semana depois de assumi-lo, suscitou muita
especulação, e a informação que mais se impõe para explicá-la é a de que ele se
assustou com a verdadeira “operação raspa de tacho” que teria sido cometida na
pasta. O furo é tão grande que, mesmo querendo, ele não poderia evitar de
pensar que foi cavado na gestão interina da enfermeira e vereadora Conceição de
Maria Fernandes Soares, sua liderada no PSDB, que chefiou o executivo de 1° de
janeiro a 30 de abril último.
ROMBO ENORME
Sem
recursos para comprar esparadrapo, Nenéu pensou que o liseu teria sido imposto
somente à sua pasta, mas soube, em conversa com a prefeita Conceição de Maria
Gomes Lisboa da Rocha, empossada no último dia 30, que verdadeiro “arrasa
quarteirão” teria sido praticado contra a municipalidade antes da transmissão
do cargo.
Ao
mesmo tempo em que atrasou uma série de pagamentos a funcionários, como o blog Diário de Caiçara do Rio do Vento havia
informado em meados de março, nas últimas semanas da gestão de “Coinha” a
prefeitura passou xexo em diversos fornecedores, perdendo o crédito junto a
vários destes.
Para
surpresa geral, até junto ao posto Frei Damião, único estabelecimento a
fornecer combustíveis e óleos lubrificantes automotivos em Caiçara do Rio do
Vento, Coinha conseguiu estragar o crédito da prefeitura. Segundo dizem, esta
situação criou um constrangimento maior porque um filho dela é funcionário da
empresa e há meses procurava assumir a gerência geral do estabelecimento,
apresentando como um de seus pontos favoráveis o fato de ter ótimo
relacionamento com os poderes constituídos em Caiçara do Rio do Vento.
As
informações dão conta, ainda, de que Conceição Rocha e Nenéu se mostram mais desapontados
com a vereadora porque até à semana passada acreditavam que ela estava saneando
as finanças da prefeitura, que seu grupo dizia terem sido corroídas pelo
ex-prefeito Edson Barbosa, o “Etinho”. Se este fosse o papel que ela desempenhava,
Coinha deveria instalar sindicâncias para apurar as irregularidades, indicando
o montante do eventual desvio de recursos e apontando os autores. Da maneira
como ela agiu, a nova prefeita não pode começar a gerenciar a prefeitura sem
olhar pelo retrovisor o que foi feito até 30 de abril último, sem poupar
ninguém.
Postado às 22h54m de quarta-feira 130508.
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