| Santo Agostinho Roscelli (1818-1902)Fundou a Congregação das Irmãs da Imaculada |
Aos
dezessete anos, decidiu ser padre, entusiasmado por Antonio Maria Gianelli,
arcebispo de Chiavari, que se dedicava exclusivamente à pregação aos
camponeses, e hoje está inscrito no livro dos santos. Em 1835, Agostinho foi
para Gênova, onde estudou enfrentando sérias dificuldades financeiras, mas
sempre ajudado pela sua força de vontade, oração intensa e o auxílio de pessoas
de boa vontade.
É
ordenado sacerdote em 1846, e enviado para a cidade de São Martino d´Alboro
como padre auxiliar. Inicia o seu humilde apostolado a serviço de Deus,
dedicando-se com zelo, caridade e exemplo ao crescimento espiritual e ao
ministério da confissão.
Agostinho
é homem de diálogo no confessionário da igreja genovesa da Consolação, sendo
muito procurado, ouvido e solicitado pela população. Sua fama de bom
conselheiro corre entre os fiéis, o que faz chegar gente de todas as condições
sociais em busca de sua ajuda. Ele passa a conhecer a verdadeira realidade do submundo.
Desde
o início, identifica-se nele um exemplo de sacerdote santo, que encarna a
figura do "pastor", do educador na fé, do ministro da Palavra e do
orientador espiritual, sempre pronto a doar-se na obediência, humildade,
silêncio, sacrifício e seguimento dócil e abnegado de Jesus Cristo. Nele, a
ação divina, a obra humana e a contemplação fundem-se numa admirável unidade de
vida de apostolado e oração.
Em
1872, alarga o campo do seu apostolado, interessando-se não só pelas misérias e
pobrezas morais da cidade, e pelos jovens, mas também pelos prisioneiros dos
cárceres, a quem leva, com afeto, o conforto e a misericórdia do Senhor. Dois
anos mais tarde, passa a dedicar-se também aos recém-nascidos, em favor das
mães solteiras, vítimas de relações enganosas, dando-lhes assistência moral e
material, inserindo-as no mundo do trabalho honesto.
Com
a ajuda de algumas catequistas, padre Agostinho passa à ação. Nasce um grupo de
voluntárias, e acolhem os primeiros jovens em dificuldades, para libertá-los do
analfabetismo, dando-lhes orientação moral, religiosa e, também, uma profissão.
E a obra cresce, exatamente porque responde bem à forte demanda social e
religiosa do povo.
Em
1876, dessa obra funda a congregação das Irmãs da Imaculada, indicando-lhes o
caminho da santidade em Maria, modelo da vida consagrada. Após o início difícil
e incerto, a congregação se consolida e se difunde em toda a Itália e em quase
todos os continentes.
A
vida terrena do "sacerdote pobre", como lhe costumam chamar, chega ao
fim no dia 7 de maio de 1902. O papa João Paulo II proclama santo Agostinho
Roscelli em 2001.
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