quinta-feira, 9 de maio de 2013

“Herança maldita” de Coinha leva Ceiça a questionar auxiliares das duas




Joana, com Coinha, e João: não informaram Ceiça sobre o rombo.

A súbita constatação de que, em lugar de sanear as finanças da prefeitura de Caiçara do Rio do Vento ao administrá-la de 1° de janeiro a 30 de abril último, a vereadora Conceição de Maria Fernandes Soares (PSDB), a enfermeira “Coinha”, agravou drasticamente a situação do erário está criando dificuldades para ex-auxiliares dela que foram mantidos nos cargos pela atual gestão.
Segundo políticos caiçarenses, a nova prefeita, terapeuta ocupacional Conceição de Maria Gomes Lisboa da Rocha, aplicou uma imensa interrogação sobre os nomes de dois desses egressos da equipe de Coinha que, em função dos cargos que ocupavam e do convite para continuar no estafe em sua gestão, tinham o dever moral e de lealdade de informá-la sobre o rombo e todas as ramificações deste na estrutura de poder.
Seriam o advogado Allysson Feitosa Ribeiro, que cuidava da administração financeira e do ordenamento jurídico no governo de Coinha e ao qual Conceição Rocha nomeou procurador geral da prefeitura, e o geógrafo e ex-vereador João Maria Pires, mantido como secretário de Administração.
A tese corrente na prefeitura é a de que a gestão de Coinha não poderia fazer as despesas que corroeram o erário tão celeremente sem a colaboração administrativa e o conhecimento de ambos. É grande entre amigos comuns aos dois e a Conceição Rocha a interrogação que se fazem sobre a permanência de ambos no secretariado.
PINTURA ONEROSA
Os questionamentos chegam a outros egressos, inclusive a pessoas muito próximas a Conceição Rocha. É o caso da professora Joana Lisboa, tia-afim da burgomestra, que a manteve à frente da secretaria de Educação, na qual ela estava desde o começo do ano por escolha de Coinha.
Em relação à pasta pesa o custo financeiro da pintura das escolas municipais com o azul característico das campanhas surfada por Conceição Rocha em 2.012 e 2.013. Como foi divulgado ainda no trimestre passado, Coinha teria pago mais de cem mil reais pelo serviço, a uma empresa constituída em janeiro só para se fazer contratar pela prefeitura.
Diante da divulgação, Conceição Rocha e familiares se preocuparam com o fato de este gasto respingar negativamente na campanha. Eles conversaram com a então prefeita Coinha e esta lhes garantiu que a pintura não havia consumido nem vinte mil reais.
Depois de tomar posse, Conceição Rocha constatou que o custo real foi algumas vezes maior do que o valor informado pela vereadora. Viu, também, que esta despesa não poderia ter sido processada e contabilizada sem a participação do titular da pasta da Educação, e sentiu um grande desapontamento em relação à tia Joana, porque esta não a informou sobre o que realmente teria ocorrido então e, principalmente, sobre o montante do rombo.    
Postado às 13h32m de quinta-feira 130509.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

comente ...