sábado, 16 de março de 2013

Empate técnico substitui clima do “já ganhou” e estressa grupo de Ceiça



Ceiça (D): queda da liderança ao empate estressa todo o grupo.
O que houve neste sábado, 16, ontem, em Caiçara do Rio do Vento foi uma verdadeira confissão de que as coisas não andam bem para a candidatura da terapeuta ocupacional Maria da Conceição Lisboa a prefeito pelo Dem.
Pela segunda vez numa semana, os áulicos de Ceiça recorreram à polícia militar com o objetivo de inibir a realização de movimentações públicas dos adversários da jovem, o comerciante Arnaldo Acioli Lima e a servidora pública Teresa Cristina Andrade Barbosa. E pela segunda vez no mesmo período, acólitos de Ceiça tentaram acabar com a calma característica desta cidade. O que fizeram na noite passada diante do “Calçadão do Bacurau” é demonstração clara de desespero.
Este pânico contrasta com a tranqüilidade que Ceiça passava em janeiro e principalmente em fevereiro, quando os dirigentes da coligação encabeçada pelo seu partido garantia que todas as pesquisas balizavam para a eleição da jovem no próximo dia 7. Naquela fase, a coligação transmitia tranquilamente seu clima de “já ganhou”. Agora, comporta-se como jogadores de futebol que, incapazes de ganhar o jogo, querem quebrar as pernas dos adversários.  
CADÊ O DINHEIRO?
O estresse deve ser decorrência da leitura dos resultados da última pesquisa eleitoral contratada pelo grupo político de Ceiça. Segundo fontes da própria coligação, a sondagem mostra que, por estes dias, Ceiça e Arnaldo compartilham um empate técnico, mas a comparação com índices anteriores corroem a segurança dos patrocinadores da campanha: Ceiça este bem à frente dos concorrentes, a diferença caiu, ela e Arnaldo estão tecnicamente empatados e, a se manterem as condições atuais de pressão e temperatura, ele é quem tende a começar a estar na dianteira.
Um forte sintoma desta situação é o fato de a coligação não divulgar, como pretendia, os resultados desta pesquisa. Se cotejados com os de sondagens anteriores, os números corroem a tendência à vitória com que Ceiça e seus aliados vinham contando. E a comparação pode doer muito no bolso dos expoentes da coligação ao afastar destes pessoas que pudessem injetar dinheiro na campanha.     
DESFAZENDO-SE DE BENS
Este sufoco, aliás, segundo consta, já se teria refletido no fechamento de uma das principais, na verdade a principal entre as torneiras de financiamento da campanha de Ceiça. Antes convencidos de que só uma empresa bancaria tudo, os políticos envolvidos com o projeto de eleger a jovem estão se vendo diante da contingência de, querendo ou não, desfazer-se de bens.
Duas famílias envolvidíssimas na campanha sentem duramente o impacto desta situação. A primeira família teria perdido para um agiota - por coincidência muito bem situado na coligação - o apartamento que um jovem casal possui em Natal. No campo da outra família, sabe-se que um herdeiro da serra da Gameleira viu sumirem de seu curral, muito antes do que receava, todas as vacas que lhe restavam, tiradas também pelas mãos do mesmo credor.
Antes da hora H e para grande desapontamento destes devedores, o até então grande mecenas percebeu o quanto é real a possibilidade de insucesso eleitoral e resolveu valer-se logo agora das garantias contratuais que selaram seu apoio ao projeto eleitoral das duas famílias às quais emprestou, negando-se a arriscar seu próprio dinheiro na lide eleitoral sem que seu filho tivesse a mínima chance de chegar ao erário.
ESTADUAL
Ressalte-se que no final do ano, quando ainda era incerteza a convocação de nova eleição para prefeito de Caiçara do Rio do Vento, o agiota em questão avisou aos neo-correligionários que desta vez não meteria a mão no bolso. Disse aos interlocutores que podiam contar com seu apoio político, porém não com o financeiro.
Quanto a contribuir financeiramente para a campanha, só poderia fazer duas coisas. Uma seria emprestar dinheiro aos candidatos mediante as garantias reais que começa a usar. Outra seria acompanhá-los em visitas domiciliares para pressionar, com sua presença, muitos eleitores que lhe devem, desde a campanha passada, no sentido de votarem em Ceiça a exemplo do que fizeram quando o candidato era seu filho.
O preço para a contribuição presencial, no entanto, seria particularmente maior: a coligação teria que apresentar o agiota, desde já, como seu candidato a Deputado Estadual em 2.014. O lançamento antecipado de sua candidatura foi-lhes imposto em detrimento de políticos deste “status” que tem colaborado com o projeto de Ceiça, como os deputados estaduais José Adecio Costa (Dem) e Ricardo Motta (PMN).
Cegados pela ambição, os passageiros da chapa majoritária toparam todas as suas condições.   
O pior de tudo é que, mesmo vendo seus bens sumirem como água por entre seus dedos e faltar-lhes os recursos com que contavam para chegar à vitória, os familiares dos candidatos devedores ainda são obrigados a enaltecer publicamente o agiota.
Como regem os contratos, o grande agiota passou a ser, nesta e na campanha eleitoral de 2.012, no dizer desses aliados, “o maior líder político que Caiçara já teve”, em detrimento dos currículos de expoentes como os ex-prefeitos Emanoel Gerson de Andrade e Ethevaldo Lisboa e da prefeita Conceição de Maria Fernandes, a “Coinha”, que se anulou completamente para, mesmo contrafeita, jogar o jogo do grande agiota.
(Postado às 01h51m de domingo 130317).

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