Gringo, à "Macho Man", com o patrão, de camisa listrada,...
...e incitando a violência na internet.
Assim
como peixe e sapo morrem ordinariamente pela boca, o guarda-costas Alfeu Dagata
Júnior, 42 anos, decompôs em documentos oficiais toda a fraude que vem
construindo ao longo do tempo desde que foi trazido para Caiçara do Rio do
Vento pelo seu inseparável patrão, o empresário e ex-prefeito Felipe Eloy
Muller.
Foi
o então candidato a burgomestre Muller quem presenteou Caiçara do Rio do Vento
com essa importação, e na prefeitura o alçou à condição de intelectual, “editor
do portal” do governo municipal, contratando-o sem concurso, a despeito do
raquitismo de seus conhecimentos escolásticos e de uma cultura geral epitelial.
Os policiais baseados em Caiçara do Rio do Vento, porém, já o conheciam. Por
isto, preferiram apelidar Alfeu Dagata como “Gringo Bosta”, e talvez existam
hoje muitas explicações para este tratamento.
Controverso
em todos os sentidos, o “Gringo Bosta”, nascido não se sabe onde, nem qual o
seu DNA, sempre se jactou de possuir uma casa residencial na cidade de Caiçara
do Rio do Vento e duas fazendas na zona rural deste município.
Mas,
ao juntar perante a justiça eleitoral documentos para tentar subir na vida como
vereador, o praticante de falsidade ideológica terminou se traindo: no espaço
destinado a elencar suas propriedade, o “Gringo Bosta” tascou um “nenhum bem a
declarar”.
Strip-tease
moral
Declaração
do próprio punho, a negativa significa que o “Gringo Bosta” nunca investiu nada
de seu em Caiçara do Rio do Vento, exceto sua pouca ou nenhuma vergonha, que o
eleitorado avaliou ao lhe conceder somente dezoito votos a 7 de outubro último.
Contrapondo-se
à informação que tem reiterado no seu blog, de que comprou casa e fazendas em
Caiçara do Rio do Vento, a declaração do “Gringo Bosta” confirma o que todo
mundo nesta cidade sabe a respeito de seu patrimônio material, já que o moral
toda criança sabe inexistente.
Ou
seja: não é pertence ao “Gringo Bosta” aquela casa azul e rosa em que ele se
acoita como jagunço, uma casa que toda Caiçara conhece. É a antiga residência
de Felipe Muller, seu eterno patrão, o homem que o impingiu à população
caiçarense. A casa ainda é propriedade de “Felipão”. O “Gringo Bosta” mora ali
de favor, que paga com suas baixarias e agressões de pau mandado contra
adversários do coiteiro gaúcho.
De
fato, como atestam conhecedores da transcrição de documentos referentes a
transações imobiliárias, nenhuma escritura ou simples contrato bilateral foi
registrado em cartório para marcar a transferência da propriedade da casa. Como
eterno leão de chácara de Felipe Muller, o “Gringo Bosta” mora de favor na casa
deste seu patrão.
Também
não lhe pertencem as propriedades rurais, cuja aquisição o bogueiro explicava
dizendo tê-las adquirido graças a trabalhos realizados longe daqui e a doação
de sua mãe, antiga luxúria viva do “La Licorne” que até anos atrás ele próprio
mencionava como pobre de não ter uma pedra onde encostar a cabeça.
A
confissão indica que tudo o que o “Gringo Bosta” exibe e proclama com seu
pertence a seu adorado “Felipão”, com quem mantém relações que pessoas decentes
não ousam descrever. Até as atitudes do “Gringo Bosta” não lhe pertencem. São
idealizadas pelo patrão amado.
É bom investigar
As
contradições que pairam sobre este patrimônio material recomendam que a polícia
e a promotoria com responsabilidades sobre Caiçara do Rio do Vento, forças que
o prestigiam, como gosta de proclamar nesta cidade, reexaminem o que sabem a
respeito deste cidadão e, melhor ainda, procurem saber a origem dos bens que
oralmente e em seu boga ele diz possuir e cuja propriedade, perante a justiça,
nega peremptoriamente.
Falsear
a verdade é café pequeno para o “Gringo Bosta”. Veja-se, por exemplo, o
desmentido que o superintendente regional da polícia federal, delegado Kandy
Takahashi, emitiu nesta segunda-feira para uma notícia que o boga de Alfeu
divulgou como estardalhaço em Caiçara do Rio do Vento, de que a corporação
havia enviado agentes para investigar irregularidades imputadas ao ex-prefeito
Edson Barbosa, o “Etinho”.
Na
verdade, mentir, fazer confusão e promover violência, dar em mulheres e agredir
moralmente aquelas que o medo físico o impede de atacá-las fisicamente, é toda
a contribuição que esse marginal tem oferecido a Caiçara do Rio do Vento.
Felizmente, nem sempre seus ataques terminam bem para o tal “Bringo Bosta”.
Ele
se deu mal como protagonista de brigas no último sábado, 9, quando investiu em
mais uma das arruaças a que gosta de se dedicar quando se sente protegido pela
proximidade de “Felipão”. O bandoleiro levou a pior numa briga com o
comerciário e ex-vereador Watezer Câmara, o “Buba”. Bateu com os chifres no
chão e sangrou, levantando-se em seguida e fugindo do local para tentar se
acoitar no posto policial onde se considera muito prestigiado. Para seu
desespero, além de apanhar ele ainda fiigura na polícia como agressor
fracassado. Mas, como delinqüente que é, logo depois de assinar o boletim de
ocorrência, na delegacia de São Paulo do Potengí, voltou a postar na internet
agressões a adversários do chefe, na esperança de colocar-se em posição de
destaque na campanha eleitoral em curso em Caiçara. Só não malhou “Buba” porque
a polícia o advertiu sobre os prejuízos que atrairia contra si.
Ao
tentar se passar por machão, a propósito, o “Gringo Bosta” não contou que
apanhou de “Buba”. Na internet, ele passou a aparecer com duas armas de fogo
brilhosas em “X”, como um Rambo ou Cobra, em pouco sutil ameaça a quem for
procurá-lo. Verdadeiro incitamento à violência, a imagem do “Gringo Bosta” no
Facebook fez a alegria de crianças internautas, mas, estranhamente, nunca
chamou a atenção das autoridades pagas para diligenciar pela paz entre os
cidadãos.
Até
nisso o “Gringo Bosta”, como gostam de citá-lo os soldados da polícia aos quais
ele tanto assedia e corteja com uma bajulação que dá nojo, também praticou
fraude, esta incidindo sobre seu mindinho patrimônio imaterial, a exemplo do
que faz quanto à sua formação, absolutamente incapaz de servir ao mundo.
No
seu perfil em rede virtual, por exemplo, o “Gringo Bosta” proclama sua condição
de egresso de salas de aula da Fundação Armando Álvares Penteado (Faap), em São
Paulo, e norte-americana University of Richmond. Perante a justiça eleitoral, onde a
mentira é perjúrio passível de punição com base nas legislações eleitoral e
criminal, o indigitado admitiu que só tem o ensino médio.
Por
último, o “Gringo Bosta” traiu perante a justiça eleitoral a vergonha que sente
ao desempenhar, como operador de um blog chula, o papel safado que lhe impõem
os interesses escusos de seu patrão. Perante a justiça eleitoral, não se
qualificou como comunicador: sem trabalhar no cabo da enxada e sem possuir
fazenda, definiu-se “Produtor Agropecuário”.
“Macho Man”
Diante
da justiça, o “Gringo Bosta”, sonegou o apóstrofo que ostenta perante os
caiçarenses na grafia de seu sobrenome. Nos documentos, é Dagata, mesmo,
vulgar, comum, não D’Agata como tentou se enobrecer e parecer sofisticado nesta
cidade.
Acostumado
a se trajar com as camisetas regata que os “gays” de San Francisco, nos Estados
Unidos, transformaram em moda do mundo GLTB ao usá-las em filmes como “Priscila,
a Rainha do Deserto” e ao som da música “Macho Man”, o “Gringo Bosta” só faltou
mesmo confessar a traição ao próprio sexo.
Isto,
porém não deve ser-lhe cobrado, pois seria incorrer em preconceito e homofobia,
transformando-o em vítima perante a lei protecionista. E, além disso, deve-se
reconhecer seus esforços. Há ocasiões em que ele se esforça para tentar,
debalde, parecer que é homem. Seu problema é apenas o de quem ainda não se
encontrou consigo mesmo e, sem se perdoar pelo que considera desvio mental, procura
ser e parecer violento para que os outros não percebam o quanto, na verdade, é
delicado.
Falsos incêndios
Da
mesma forma como incorre em falsidade quando se proclama dono de bens que lhe
não pertencem, o leão-de-chácara de Felipe Muller também pode, muito bem, ter
falseado suas recorrentes e nunca confirmadas denúncias de que uns “eles” - aos
quais nunca nominou - incendiaram casa e fazenda que não lhe pertencem.
Não
é nem o caso de se afirmar aqui a certeza de que esse piromaníaco careca
aplicou golpe semelhante em Ruy Barbosa, antes de se refugiar em Caiçara do Rio
do Vento, obtendo como resultado sua expulsão daquela cidade. Mas uma coisa tem
que ser ponderada: cesteiro que faz um cesto faz um cento de cestos.
(Postado às 02h49m de
terça-feira 130312).
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