segunda-feira, 11 de março de 2013

"Gringo Bosta" mostra sua fraude na justiça


Gringo, à "Macho Man", com o patrão, de camisa listrada,...


...e incitando a violência na internet.
Assim como peixe e sapo morrem ordinariamente pela boca, o guarda-costas Alfeu Dagata Júnior, 42 anos, decompôs em documentos oficiais toda a fraude que vem construindo ao longo do tempo desde que foi trazido para Caiçara do Rio do Vento pelo seu inseparável patrão, o empresário e ex-prefeito Felipe Eloy Muller.

Foi o então candidato a burgomestre Muller quem presenteou Caiçara do Rio do Vento com essa importação, e na prefeitura o alçou à condição de intelectual, “editor do portal” do governo municipal, contratando-o sem concurso, a despeito do raquitismo de seus conhecimentos escolásticos e de uma cultura geral epitelial. Os policiais baseados em Caiçara do Rio do Vento, porém, já o conheciam. Por isto, preferiram apelidar Alfeu Dagata como “Gringo Bosta”, e talvez existam hoje muitas explicações para este tratamento.

Controverso em todos os sentidos, o “Gringo Bosta”, nascido não se sabe onde, nem qual o seu DNA, sempre se jactou de possuir uma casa residencial na cidade de Caiçara do Rio do Vento e duas fazendas na zona rural deste município.

Mas, ao juntar perante a justiça eleitoral documentos para tentar subir na vida como vereador, o praticante de falsidade ideológica terminou se traindo: no espaço destinado a elencar suas propriedade, o “Gringo Bosta” tascou um “nenhum bem a declarar”.

Strip-tease moral

Declaração do próprio punho, a negativa significa que o “Gringo Bosta” nunca investiu nada de seu em Caiçara do Rio do Vento, exceto sua pouca ou nenhuma vergonha, que o eleitorado avaliou ao lhe conceder somente dezoito votos a 7 de outubro último.

Contrapondo-se à informação que tem reiterado no seu blog, de que comprou casa e fazendas em Caiçara do Rio do Vento, a declaração do “Gringo Bosta” confirma o que todo mundo nesta cidade sabe a respeito de seu patrimônio material, já que o moral toda criança sabe inexistente.

Ou seja: não é pertence ao “Gringo Bosta” aquela casa azul e rosa em que ele se acoita como jagunço, uma casa que toda Caiçara conhece. É a antiga residência de Felipe Muller, seu eterno patrão, o homem que o impingiu à população caiçarense. A casa ainda é propriedade de “Felipão”. O “Gringo Bosta” mora ali de favor, que paga com suas baixarias e agressões de pau mandado contra adversários do coiteiro gaúcho.

De fato, como atestam conhecedores da transcrição de documentos referentes a transações imobiliárias, nenhuma escritura ou simples contrato bilateral foi registrado em cartório para marcar a transferência da propriedade da casa. Como eterno leão de chácara de Felipe Muller, o “Gringo Bosta” mora de favor na casa deste seu patrão.

Também não lhe pertencem as propriedades rurais, cuja aquisição o bogueiro explicava dizendo tê-las adquirido graças a trabalhos realizados longe daqui e a doação de sua mãe, antiga luxúria viva do “La Licorne” que até anos atrás ele próprio mencionava como pobre de não ter uma pedra onde encostar a cabeça.

A confissão indica que tudo o que o “Gringo Bosta” exibe e proclama com seu pertence a seu adorado “Felipão”, com quem mantém relações que pessoas decentes não ousam descrever. Até as atitudes do “Gringo Bosta” não lhe pertencem. São idealizadas pelo patrão amado.

É bom investigar

As contradições que pairam sobre este patrimônio material recomendam que a polícia e a promotoria com responsabilidades sobre Caiçara do Rio do Vento, forças que o prestigiam, como gosta de proclamar nesta cidade, reexaminem o que sabem a respeito deste cidadão e, melhor ainda, procurem saber a origem dos bens que oralmente e em seu boga ele diz possuir e cuja propriedade, perante a justiça, nega peremptoriamente.

Falsear a verdade é café pequeno para o “Gringo Bosta”. Veja-se, por exemplo, o desmentido que o superintendente regional da polícia federal, delegado Kandy Takahashi, emitiu nesta segunda-feira para uma notícia que o boga de Alfeu divulgou como estardalhaço em Caiçara do Rio do Vento, de que a corporação havia enviado agentes para investigar irregularidades imputadas ao ex-prefeito Edson Barbosa, o “Etinho”.

Na verdade, mentir, fazer confusão e promover violência, dar em mulheres e agredir moralmente aquelas que o medo físico o impede de atacá-las fisicamente, é toda a contribuição que esse marginal tem oferecido a Caiçara do Rio do Vento. Felizmente, nem sempre seus ataques terminam bem para o tal “Bringo Bosta”.

Ele se deu mal como protagonista de brigas no último sábado, 9, quando investiu em mais uma das arruaças a que gosta de se dedicar quando se sente protegido pela proximidade de “Felipão”. O bandoleiro levou a pior numa briga com o comerciário e ex-vereador Watezer Câmara, o “Buba”. Bateu com os chifres no chão e sangrou, levantando-se em seguida e fugindo do local para tentar se acoitar no posto policial onde se considera muito prestigiado. Para seu desespero, além de apanhar ele ainda fiigura na polícia como agressor fracassado. Mas, como delinqüente que é, logo depois de assinar o boletim de ocorrência, na delegacia de São Paulo do Potengí, voltou a postar na internet agressões a adversários do chefe, na esperança de colocar-se em posição de destaque na campanha eleitoral em curso em Caiçara. Só não malhou “Buba” porque a polícia o advertiu sobre os prejuízos que atrairia contra si.

Ao tentar se passar por machão, a propósito, o “Gringo Bosta” não contou que apanhou de “Buba”. Na internet, ele passou a aparecer com duas armas de fogo brilhosas em “X”, como um Rambo ou Cobra, em pouco sutil ameaça a quem for procurá-lo. Verdadeiro incitamento à violência, a imagem do “Gringo Bosta” no Facebook fez a alegria de crianças internautas, mas, estranhamente, nunca chamou a atenção das autoridades pagas para diligenciar pela paz entre os cidadãos.

Até nisso o “Gringo Bosta”, como gostam de citá-lo os soldados da polícia aos quais ele tanto assedia e corteja com uma bajulação que dá nojo, também praticou fraude, esta incidindo sobre seu mindinho patrimônio imaterial, a exemplo do que faz quanto à sua formação, absolutamente incapaz de servir ao mundo.

No seu perfil em rede virtual, por exemplo, o “Gringo Bosta” proclama sua condição de egresso de salas de aula da Fundação Armando Álvares Penteado (Faap), em São Paulo, e norte-americana University of  Richmond. Perante a justiça eleitoral, onde a mentira é perjúrio passível de punição com base nas legislações eleitoral e criminal, o indigitado admitiu que só tem o ensino médio.

Por último, o “Gringo Bosta” traiu perante a justiça eleitoral a vergonha que sente ao desempenhar, como operador de um blog chula, o papel safado que lhe impõem os interesses escusos de seu patrão. Perante a justiça eleitoral, não se qualificou como comunicador: sem trabalhar no cabo da enxada e sem possuir fazenda, definiu-se “Produtor Agropecuário”.

“Macho Man”

Diante da justiça, o “Gringo Bosta”, sonegou o apóstrofo que ostenta perante os caiçarenses na grafia de seu sobrenome. Nos documentos, é Dagata, mesmo, vulgar, comum, não D’Agata como tentou se enobrecer e parecer sofisticado nesta cidade.

Acostumado a se trajar com as camisetas regata que os “gays” de San Francisco, nos Estados Unidos, transformaram em moda do mundo GLTB ao usá-las em filmes como “Priscila, a Rainha do Deserto” e ao som da música “Macho Man”, o “Gringo Bosta” só faltou mesmo confessar a traição ao próprio sexo.

Isto, porém não deve ser-lhe cobrado, pois seria incorrer em preconceito e homofobia, transformando-o em vítima perante a lei protecionista. E, além disso, deve-se reconhecer seus esforços. Há ocasiões em que ele se esforça para tentar, debalde, parecer que é homem. Seu problema é apenas o de quem ainda não se encontrou consigo mesmo e, sem se perdoar pelo que considera desvio mental, procura ser e parecer violento para que os outros não percebam o quanto, na verdade, é delicado.

Falsos incêndios

Da mesma forma como incorre em falsidade quando se proclama dono de bens que lhe não pertencem, o leão-de-chácara de Felipe Muller também pode, muito bem, ter falseado suas recorrentes e nunca confirmadas denúncias de que uns “eles” - aos quais nunca nominou - incendiaram casa e fazenda que não lhe pertencem.

Não é nem o caso de se afirmar aqui a certeza de que esse piromaníaco careca aplicou golpe semelhante em Ruy Barbosa, antes de se refugiar em Caiçara do Rio do Vento, obtendo como resultado sua expulsão daquela cidade. Mas uma coisa tem que ser ponderada: cesteiro que faz um cesto faz um cento de cestos.
(Postado às 02h49m de terça-feira 130312).

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