quinta-feira, 21 de março de 2013

Pintura de escolas saiu sem licitação



 
Azul das escolas contempla 
politicamente uma candidatura a prefeito e 
empresarialmente uma firma que 
nem existia até à posse de Coinha.
Sem que nada o justifique, a pintura das escolas municipais de Caiçara do Rio do Vento com a predominância de um azul característico do grupo político de que participa a prefeita interina, enfermeira e vereadora Conceição de Maria Fernandes (PSDB), a “Coinha”, foi contratada ao arrepio da lei ou, pelo menos, contornou aspectos morais e éticos que devem estar presente na gestão pública.
A prefeitura contornou a lei das licitações, instaurando um processo que tende a ensejar muitas dores de cabeças se e quando for analisado pelo ministério público, pela secretaria estadual e pelo ministério da Educação e, principalmente, pelos tribunais de Contas do Estado e da União, assim como pela Controladoria Geral da República.
É o que asseguram funcionários da prefeitura que manusearam e copiaram partes do processo, principalmente a que exime o governo municipal de submeter a contratação ao regime de licitação. Eles acham que a contratação tem analogia com a chamada “operação entre amigos”.
Do ponto de vista específico da legislação que rege contratos de aquisição de bens e serviços pelo poder público, o informante assegura que a prefeita passou por cima das normas ao argüir urgência para dispensar a observância das normas em vigor. É possível que a administração argumente que evitou o processo licitatório porque o município está em estado de calamidade pública por conta da seca presente ao Rio Grande do Norte desde o ano passado.
Para piorar a situação, porém, a administração confiou a obra a uma empresa sem tradição em serviços do gênero. Ao eleger uma firma para lhe fornecer bens ou serviços sem licitação, numa forma de adjudicação, prevista em lei, a autoridade deve levar em consideração, no mínimo, os antecedentes e a notória experiência da potencial interessada. 
NASCEU EM JANEIRO
Pelo que dizem os informantes, a firma teria sido constituída em janeiro último, na esteira da posse da então vereadora Coinha à frente do executivo municipal e exatamente para passar a trabalhar para a prefeitura de Caiçara do Rio do Vento.
Para dar idéia do arranjo, afirmam que até janeiro o dono da empresa trabalhava em tempo integral como funcionário de uma organização comercial que possui vários postos automotivos, gerenciando a unidade sediada em Caiçara do Rio do Vento, e só ousou tornar-se empresário ao conquistar o mercado representado pela prefeitura local.
---
(Postado às 12h49m de quinta-feira 130321).

Nenhum comentário:

Postar um comentário

comente ...