Coronel Araújo: Polícia não deve tomar partido.
Uma
esdrúxula manobra política protagonizada pela base da polícia militar em
Caiçara do Rio do Vento levou a justiça eleitoral a impedir que um dos grupos
que disputam a prefeitura local promovesse neste sábado, 16, hoje, um ato
público agendado desde meados de fevereiro.
Estava
tudo pronto para a realização, a partir das 16 horas, de uma panfletagem
animada pelas ruas da cidade quando um funcionário do cartório eleitoral da 17ª
zona, sediada em Lajes, apresentou ao presidente do diretório municipal do
PMDB, servidor público Edson Barbosa, o “Etinho”, o ato no qual a juíza Gabriela
de Oliveira determinou a suspensão do evento.
O
documento do cartório não especificava a gênese da proibição e os líderes do
PMDB em Caiçara do Rio do Vento pesquisaram junto ao cartório, para descobrir
que a juíza havia decidido com base numa mensagem do chefe da polícia militar
nesta município.
Segundo
o policial, o grupo queria promover ato público sem haver comunicado esta
intenção com a antecedência exigida pelas normas e pelo juízo.
Mesmo
acatando a proibição, os promotores mostraram ao funcionário do cartório a
cópia de sua solicitação com a assinatura aposta, há vários dias, pelo policial
que recebera a primeira via.
Instado
a se pronunciar, quando a tarde já cedia espaço ao por do sol, o responsável
pelo pedido à juíza admitiu que, após enviar-lhe a mensagem que levou à
suspensão do evento, efetivamente encontrou em sua gaveta o original da
solicitação do PMDB. Não mais foi possível reverter a decisão da juíza porque
ninguém conseguiu localizá-la.
Outro
evento de interesse do PMDB caiçarense foi prejudicado sábado passado por
interveniência da polícia militar, quando esta passou a querer prender o
comerciário e ex-vereador Watezer Rangel da Câmara, o “Buba”, com base numa
denuncia caluniosa de um marginal que o agrediu e apanhou feio ao experimentar
a reação da verdadeira vítima.
No
último sábado, a busca da verdade dos fatos tornou-se novamente possível em
Caiçara do Rio do Vento graças à intervenção pessoal do comandante da polícia
militar, coronel Francisco Araújo. Ao tomar conhecimento da perseguição a “Buba”
e da versão segundo a qual este teria sido agredido e reagiu, o comandante
enviou um oficial a Caiçara do Rio do Vento para se inteirar dos fatos e evitar
que a corporação fosse utilizada por qualquer força eleitoral.
Sábado passado e
hoje, nada foi feito com o objetivo de impedir que o outro grupo que disputa a
prefeitura de Caiçara do Rio do Vento nas eleições extraordinárias marcadas
pelo Tribunal Regional Eleitoral para 7 de abril próximo.
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