| Caiçara: polícia apreende mas não pode reter menores infratores. |
É
de mais segurança na cidade a sensação que os moradores de Caiçara do Rio do
Vento têm transmitido esta semana, imaginando até que são coisas do passado as
invasões de residências que menores andaram protagonizando aqui nos últimos
meses. Os depoimentos se contrapõem à simples e enorme impressão de abandono
total relatada nos últimos quinze dias pelos caiçarenses, que se mostravam
aterrorizados pela ação de gangues de adolescentes na cidade.
A
novidade para os moradores é a presença de vigias trabalhando à noite nas ruas
de Caiçara do Rio do Vento, onde também parecem estar assistindo a uma
intensificação da presença da polícia militar, através de rondas motorizadas
nos diferentes quadrantes da cidade. É algo com que não se deparavam havia bom
tempo.
O
acionamento de um policiamento ostensivo é decorrência de entendimento a que a
prefeitura local chegou esta semana com a polícia, visando dar um basta à onda
de violência e terror que se vinha impondo a Caiçara do Rio do Vento através da
ação de algumas quadrinhas de infratores focalizados pelo Estatuto da Criança e
do Adolescente (Eca).
Reunião
realizada na sede da câmara municipal de Caiçara do Rio do Vento na última
quarta-feira, 27, ensejou a dissecação dos problemas locais de proteção à
população, com a indicação dos problemas que inibiam a ação do estamento
governamental de segurança, indicação de caminhos e adoção o mais rapidamente
possível das providências então ao alcance das autoridades presentes.
OMISSÃO DA JUSTIÇA
Outras
medidas tendem a ser implementadas com o apoio de braços do Estado ainda não
presentes em Caiçara do Rio do Vento. É o caso do segmento da justiça voltado
para a inibição de práticas infracionais por menores de idade. Segundo a
polícia militar, falta a Caiçara do Rio do Vento a ação deste segmento
governamental, para encaminhar a centros de recuperação, como o Ceduc, situado
na Grande Natal, os infratores alcançados pelos agentes da segurança.
Durante
a audiência, conduzida pela prefeita Conceição de Maria Fernandes, a “Coinha”,
agentes da polícia militar criticaram duramente a omissão do poder judiciário
em Caiçara do Rio do Vento.
Esta
omissão teria obrigado o posto policial de Caiçara do Rio do Vento a liberar,
logo depois de apreendê-los praticamente em flagrante, delinqüentes juvenis que
foram detidos nas duas últimas semanas: sem decisão judicial, a polícia não
poderia encaminhá-los a um centro de recuperação de menores infratores.
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