terça-feira, 19 de março de 2013

Sindicato quer reabrir a Rádio Baixa Verde



Cadeado e portas fechadas: a rádio está muda há três meses. 
O Sindicato dos Radialistas espera que a Rádio Baixa Verde volte logo ao ar, encerrando um silêncio que a vem afastando dos ouvintes há três meses. Em nota divulgada esta semana em blogs do Mato Grande e de regiões próximas, a entidade anunciou que ainda esta semana conversará com o controlador da emissora, o empresário e político Ariosvaldo Targino, também prefeito de João Câmara, a fim de encontrarem juntos uma forma de reativar a emissora.
Única emissora AM da região, a Baixa Verde foi, durante muito tempo e até bem recentemente, uma das emissoras de rádio mais ouvidas em Caiçara do Rio do Vento. Nos últimos tempos, os moradores desta cidade migraram para emissoras FM situadas em João Câmara e, mais recentemente ainda, para a FM mantida em São Paulo do Potengí pelo empresário e político Theodorico Bezerra Neto, ex-prefeito de Tangará.
NO CADEADO
Pertencente ao advogado e político Wober Júnior, ex-deputado estadual que preside o diretório do PPS no Rio Grande do Norte, a emissora está arrendada a “Vavá” Targino desde meados do ano passado, quando, atolada em crise financeira, começou a sair intermitentemente do ar, a princípio por problemas técnicos e depois por insuficiência financeira. 
Uma das emissoras que mais têm recebido ouvintes da AM Baixa Verde é uma FM comunitária controlada por Vavá.
O alongamento dos períodos de silêncio acostumaram gradativamente os ouvintes da emissora a girar o “dial” de seus receptores à procura de alternativa, e a mudez atual nem chamou a atenção de muita gente que até anos atrás não admitia quebrar sua fidelidade à Baixa Verde.  
Com seus empregados sem receber salários a meses, a empresa exibe seu novo “status” na parte frontal de sua sede, à margem do trecho urbano da rodovia BR 406: o portão está fechado com cadeado e no edifício onde deveriam estar funcionando seus estúdios e equipamentos não há sinal de vivalma.
Autor de uma ação trabalhista coletiva que pouco evolui há dois anos, o sindicato torce para que o fechamento da emissora não seja definitivo, a princípio pela questão social que este desfecho tende a impor aos radialistas que trabalhavam nela, e também porque, a seu ver, uma boa gestão pode saneá-la financeiramente.
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(Postado às hm de quarta-feira 130320).

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