Sérgio contrariou muitos correligionários caiçarenses.
Há
meses e em especial nas últimas semanas, alguns atores e observadores da cena
política de Caiçara do Rio do Vento acompanham com muito interesse a sangria
política e moral em que se exaure desde o fim de 2.012 a gestão do ex-vereador
Sérgio Andrade, de Parnamirim, como presidente do diretório regional do PP.
Entre
estes destacam-se o engenheiro agrônomo Francisco das Chagas Pereira, representante
do Instituto de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) em Caiçara do Rio
do Vento, num pólo, e os ex-vereadores Francisco Pontes Siqueira, o “Chicão”,
ou “Chico de Cosme”, presidente da câmara municipal até 31 de dezembro último,
e Watezer Câmara, o “Buba”.
CABEÇA A PRÊMIO
Acossado
por críticas de correligionários mais poderosos em decorrência do
comprometimento equivocado a que levou a legenda com outros partidos, em vários
municípios potiguares, durante a última campanha eleitoral, e pela acusação de
haver desviado recursos do fundo partidário destinado a diretórios municipais
que prejudicou, Sérgio está com a cabeça política a prêmio há bom tempo.
Na
verdade, ele só não foi defenestrado porque também no plano nacional os
dirigentes do PP se digladiam. Como informou nesta segunda-feira, 4, ontem, um
blog editado em Natal, Sérgio ganhou sobrevida no cargo graças à eclosão de
esforços de congressistas filiados ao PP com o objetivo de tomar o comando da
legenda das mãos do senador Francisco Dornelles, presidente do diretório
nacional.
Opõem-se
ao parlamentar políticos que desejam atrelar o PP à candidatura da presidente
Dilma Rousseff à reeleição pelo PP. Primo do também senador Aécio Neves
(PSDB-MG), neto de seu mentor político, o saudoso presidente Tancredo,
Dornelles passou a preocupar outros congressistas pepistas em função da
tendência de não apoiar o projeto de Dilma para conduzir o PP ao palanque do
parente.
Não
fosse uma negociação obscura que Sérgio celebrou em Caiçara do Rio do Vento com
o ex-prefeito Felipe Muller, o partido teria garantido a reeleição de “Chicão”
e de “Buba” e se arriscaria a conquistar a vice-prefeitura local por intermédio
da servidora pública Josineide Câmara.
Agindo
atrabiliariamente e em subordinação aos interesses pessoais de Felipe, Sérgio
interveio no diretório municipal para impedir o registro dessas candidaturas e
transformar o jovem Felipe Muller em prefeito. Quando fez o pacto, muito
custoso, Sérgio sabia que, na forma da lei, “Felipinho” não tinha condições
legais de registrar a candidatura e muito menos tomar posse na hipótese de ser
o mais votado a 7 de outubro último.
Sua
intervenção, em decorrência, só depauperou o PP em Caiçara do Rio do Vento,
onde granjeou mais do que desafetos. Parentes de Buba e Chicão, por exemplo,
garantem que Sérgio ganhou bem ao se entender com “Felipão”.
(Postado
às 13h37m de 130305).
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