| Para disputar o Senado, Rosalba entregaria o cargo a Robinson |
Na visão de trabalhadores do
centro administrativo, em Lagoa Nova, na zona sul de Natal, teria sido apenas
para ganhar tempo que a governadora Rosalba Ciarlini e seu marido e principal
conselheiro político, o fazendeiro e ex-deputado estadual Carlos Augusto
Rosado, chefe da Casa Civil do executivo potiguar, conforme versões procedentes
do Planalto Central, propuseram aos seus principais aliados políticos a
possibilidade de ela se candidatar ao Senado, e não à reeleição, em 2.014, entregando
a cabeça de chapa ao PMDB.
O casal sabe que, mantidas as
condições atuais de temperatura e pressão, Rosalba e aliados não gostariam nada
de vê-la renunciar ao cargo a 2 de abril do próximo ano para se
desincompatibilizar como exige a legislação eleitoral, a fim de tentar retornar
à câmara alta do país, sugestão apresentada durante o encontro do “Conselho
Político” na noite da última segunda-feira, 25, na residência oficial do
Presidente da Câmara Federal, deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB), em
Brasília.
A renúncia de Rosalba entregaria
a chefia do executivo ao vice-governador Robinson Faria, presidente regional do
PSD e mais do adversário, quase desafeto da Governadora. Rosalba enfrenta
dificuldades até para cumprimentá-lo desde agosto de 2.011, quando romperam
politicamente.
Para montar o enredo, seria
necessário reconciliá-los e transformar Robinson em cúmplice. A empreitada não promete. Há dois anos Robinson
é parceiro de adversários que desejam o insucesso de Rosalba. Mais do que isto, é o candidato da oposição a conquistar o governo derrotando Rosalba em outubro do próximo ano.
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